quarta-feira, 27 de maio de 2015

"Lugar de ladrão é na cadeia", diz senador Romário sobre prisão de José Maria Marin

Geraldo Magela/Agência Senado
Em audiência na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) nesta quarta-feira (27), o senador Romário (PSB-RJ) comentou a prisão do ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin, na Suíça. O parlamentar parabenizou a atuação da polícia norte-americana e lamentou o fato de o dirigente não ter sido preso por brasileiros no Brasil.
— Corruptos e ladrões que fazem mal ao futebol foram presos, inclusive José Maria Marin. Ladrão tem que ir para cadeia. Parabéns ao FBI. Infelizmente não foi a gente quem prendeu — afirmou.
O senador também chamou de "ladrão, safado e ordinário" o atual presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, e disse que o futebol está desse jeito por conta de pessoas que não estão interessadas em ajudar, mas só em dinheiro.
— Suas contas fora do país estão recheadas — disse.
A CE está reunida neste momento para um debate sobre a situação do futebol feminino no país. Para Romário, a categoria nunca interessou à CBF porque não dá lucro e, se não há dinheiro, "eles não podem roubar".

Investigação internacional

Marin foi preso juntamente com outros seis dirigentes num hotel em Zurique, onde participaria de um congresso da Fifa, órgão que comanda o futebol em todo o mundo. Eles são investigados por autoridades norte-americanas e acusados de corrupção.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Aprovado na CAS projeto que cria auxílio doença parental

Edilson Rodrigues/Agência Senado
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta quarta-feira (27), o Projeto de Lei do Senado (PLS) 286/14, que cria mais um tipo de benefício da Previdência Social, o auxílio doença parental. A matéria é terminativa na comissão.
De acordo com o projeto, será concedido auxílio-doença ao segurado por motivo de doença do cônjuge, dos pais, dos filhos, do padrasto, madrasta, enteado, ou dependente que viva a suas expensas e conste da sua declaração de rendimentos. O auxílio se dará mediante comprovação por perícia médica, até o limite máximo de doze meses.
A autora do projeto, senador Ana Amélia (PP-RS), afirmou, na justificativa à proposta, que a matéria busca dar tratamento isonômico aos segurados do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) em relação aos segurados dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). Segundo ela, a regra em vigor no RGPS prevê o benefício somente àquele que sofreu uma lesão incapacitante ou que tem um problema psiquiátrico.
— Parece existir então o que se chama de proteção insuficiente no que concerne aos segurados do regime geral, o que não se pode permitir — disse no texto.
Ana Amélia ainda explicou que o pagamento do benefício nos moldes defendidos seria uma forma de economia aos cofres públicos, já que a presença do ente familiar pode auxiliar em diversos tratamentos e diminuir o tempo de internação do paciente.
A relatora, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), salientou que há duas classes de segurados, os do Regime Próprio com direito ao auxílio-doença parental e os do Regime Geral sem este direito, embora sem vedação expressa. A proposta, a seu ver, corrige essa omissão.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Prefeitura de Santa Cruz divulga lista dos aprovados na seleção para NASF e CAPS AD

A comissão interna de pessoal da Prefeitura de Santa Cruz divulgou na tarde desta quarta-feira (27) o resultado final dos candidatos aprovados nas entrevistas, última etapa do processo da Seleção Pública realizada para a contratação temporária de profissionais que atuarão no Núcleo de Apoio a Saúde da Família (NASF I) e no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD III).
O processo seletivo terá validade de 2 anos a contar da data de sua homologação, podendo ser prorrogado por igual período.
Os candidatos aprovados para preenchimento de vagas no NASF I  e CAPS AD III deverão comparecer no setor de Recursos Humanos da Secretaria Municipal de Saúde, na Rua Ferreira Chaves, nº 240, Centro, nos dias 28 e 29 de maio, das 08h às 12h e  de 14:00h às 17:00h, munidos de todos os documentos, conforme o item 11 do Edital de nº 001/2015.

 

RELAÇÃO DOS CANDIDATOS APROVADOS NAS ETAPAS DO PROCESSO SELETIVO DO NASF I



NOME DO CÂNDIDATO
CARGO
Franklin Henrique de Lima Bulhões
Educador Físico
Camila Fabiane M. Miranda
Nutricionista
Luana Augusta P. Bezerra
Fisioterapeuta
Daniel Cabral P. Pinto
Farmacêutico
Luciana Maia e Silva Freitas
Assistente Social
Zacarias Ramalho Silvério
Psicólogo
Clédia Lidiane C. Reinaldo
Técnica de Enfermagem
Ana Flávia G. Ribeiro dos Santos
Recepcionista
Paulo Carvalho da Fonseca
Profissional de Nível Elementar

RELAÇÃO DOS CANDIDATOS APROVADOS NAS ETAPAS

DO PROCESSO SELETIVO DO CAPS AD III


NOME DO CÂNDIDATO
FUNÇÃO
Cássia Cristina Barros Santos
Médica Clínico Geral
Rafael Pontes Barros
Médico Clínico Geral
Naiara Karine Fonseca Gomes
Farmacêutica
Ilara Maria Gomes de Lima
Assistente Social
Areta Muniz de Araújo
Terapeuta Ocupacional
José Odeilton A. da Silva
Educador Físico
Francisco Anderson N. de Andrade
Enfermeiro
Polyana Marilú Cesário santos
Enfermeira
Andrei Gomes Franco F. Lopes
Psicólogo
Claudiana Medeiros de A.Maia e Silva
Psicopedagoga
Andréia Ribeiro da Silva
Técnica de Enfermagem
Iris do Nascimento da Silva
Técnica de Enfermagem
Maria de Jesus de Lima
Técnica de Enfermagem
Whalianne Dantas de Carvalho
Técnica de Enfermagem
Fernanda D’avilla R. da Fonseca
Auxiliar de Farmácia
Kátia Karina R. de Lima Silva
Profissional de Nível Médio
José Irismar Bezerra
Profissional de Nível Médio
Janete Florêncio da Fonseca
Profissional de Nível Médio
Maria Lucinete da C. Duarte
Profissional de Nível Elementar
Jeronimo Teixeira Pinto
Profissional de Nível Elementar
Josenildo de Farias Espínola
Profissional de Nível Elementar
Rita de Cássia A. de Medeiros
Profissional de Nível Elementar


FOTO-SEDE-PREFEITURA
Foto: André Fotos
Fonte: Blog da Cidade de Santa Cruz 

Em Brasília/DF, Prefeita Fernanda participa de reunião com o Ministério do Turismo sobre próximas etapas do Teleférico

Depois de ouvir do Ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, que a conclusão do Teleférico é uma das prioridades da pasta para o RN, a Prefeita Fernanda Costa aproveitou sua estadia em Brasília/DF, onde se encontra desde esta terça-feira (26) participando da Marcha dos Prefeitos, para tratar também da construção do equipamento público.
Fernanda Costa se reuniu com a Chefe de Gabinete do Ministério do Turismo, Ana Paula Magalhães, e tratou sobre os próximos passos que precisarão ser dados para a efetivação das próximas etapas da obra. Com o sinal verde dado pelo Ministro Henrique Alves, a expectativa é que a construção do Teleférico siga seu curso normal e as etapas de construção contemplem os prazos estabelecidos pela construtora.
A construção do Teleférico de Santa Cruz encontra-se na primeira etapa, a edificação do terminal de partida dos bondinhos ao lado da Igreja Matriz.
FERNANDA-MINISTÉRIO-TURISMO

Foto: Marcela Ravena
Fonte: Blog da Cidade de Santa Cruz 

Saneamento de Natal e ‘Minha Casa, Minha Vida’ no RN estão assegurados, garante Kassab

O ministro assegurou que as obras no Estado não sofrerão com os cortes e garantiu a regularização das parcelas em atraso.

34O governador Robinson Faria participou de uma nova audiência com o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, em Brasília, na tarde desta quarta-feira (27). A preocupação do líder do Executivo potiguar era que o contingenciamento orçamentário, anunciado recentemente pelo Governo Federal, colocasse em risco o andamento das obras de saneamento de Natal e do programa habitacional ‘Minha Casa, Minha Vida’.
O ministro Kassab assegurou que as obras no Rio Grande do Norte não sofrerão com os cortes e garantiu que as parcelas de repasse atrasadas serão regularizadas, mantendo o que havia dito no último encontro com Robinson, há exatas duas semanas. Uma reunião técnica será realizada ainda hoje para definir um cronograma de fluxo financeiro.
“Com o anuncio do contingenciamento de quase R$70 bilhões do Orçamento Geral da União, nós ficamos receosos de que ações importantes para o nosso estado sofressem com alterações no fluxo financeiro. O ministro Gilberto Kassab, no entanto, reafirmou que os recursos das obras de saneamento de Natal, já iniciadas, e do programa Minha Casa Minha Vida estão assegurados”, afirmou Robinson.
O presidente da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), Marcelo Toscano, e o secretário de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, acompanharam a reunião. Também participaram os deputados federais Fábio Faria, Betinho Rosado, Rafael Motta, a senadora Fátima Bezerra, o deputado Disson Lisboa, e o presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), Francisco José Júnior.

Marta Suplicy diz que Dilma deveria pedir desculpas ao povo brasileiro

A senadora Marta Suplicy (sem partido-SP) afirmou que o governo Dilma Rousseff deveria ter a “humildade” de pedir desculpas ao povo brasileiro. Para ela, o PT – partido do qual se desfiliou no final de abril, após 33 anos – traiu sua “essência” e “criação” ao propor as medidas provisórias do ajuste fiscal que restringem o acesso a direitos trabalhistas e previdenciários dos trabalhadores.

Senadora Marta Suplicy (PT-SP) pede aprovação de proposta que combate guerra dos portos

Não faço parte disso, não sou eu que estou traindo esses princípios. Quem traiu esses princípios foi o governo também”, criticou a ex-petista, durante votação da MP 665, a primeira do ajuste fiscal no Senado. “Quem apoia esse governo?”, questionou.
A ex-petista disse que o “plano Levy”, em referência ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy, está brigando com os planos dos ministros do Planejamento, Nelson Barbosa, e da Casa Civil, Aloizio Mercadante. Segundo ela, é preciso que os senadores tenham uma atitude para que o ajuste não caia nas costas do povo brasileiro.
Marta afirmou que sabe “muito bem” a dor que é para seus ex-colegas de partido terem de apoiar medidas que não são bandeiras históricas do PT. Com informações do Estadão Conteúdo.

Bolsa Família será monitorado pelo MPF

O Ministério Público Federal está desenvolvendo um projeto nacional para informatizar os dados sobre beneficiários de programas sociais. O trabalho faz parte de uma série de ações do MPF que visa orientar os brasileiros sobre o combate à corrupção.

A plataforma de acompanhamento dos benefícios deve cruzar informações de cada estado em relação ao número de pessoas que recebem o auxílio, as informações de renda, dentre outras. O objetivo é que o programa ofereça a dimensão da circulação da verba pública e auxilie o MPF a detectar fraudes.

A partir de 2016, inscrição no Fies dependerá exclusivamente do Enem

A partir do primeiro semestre de 2016, a seleção dos estudantes aptos para a contratação do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) será efetuada exclusivamente com base nos resultados obtidos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). É o que determina portaria normativa assinada pelo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, e publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (26). Segundo o texto, que altera norma de 2010, estão mantidas as exigências estabelecidas pelo MEC no fim do ano passado para inscrição no Fies. Ou seja, os candidatos ao financiamento devem registrar "média aritmética das notas obtidas nas provas do Enem igual ou superior a quatrocentos e cinquenta pontos" e "nota na redação do Enem diferente de zero". A portaria desta terça ainda revoga o parágrafo que determinava ao candidato ao Fies que tivesse concluído o ensino médio antes de 2010 comprovar essa condição na Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição de ensino.

TOMBA PEDE QUE SE URGENCIE O COMBATE À SECA, QUE PODE AFETAR A AVICULTURA DO RN

Em pronunciamento na Assembleia Legislativa na tarde desta terça (26), o deputado estadual Tomba Farias (PSB) alertou que a seca poderá comprometer os resultados de um dos vetores da economia do estado, que é a avicultura. O município de Santa Cruz é o maior produtor de frangos do Rio Grande do Norte, mas essa produção poderá ser afetada com o fim da água dos poços que abastecem os aviários.
“Os aviários são abastecidos por poços tubulares. Os poços estão secando e vai faltar água. Isso acontecendo irá aumentar os custos, gerar a diminuição da produção e das ofertas de emprego”, enfatiza.
O parlamentar solicitou ao presidente da Casa, deputado Ezequiel Ferreira de Souza, que seja realizada uma reunião supra partidária com a bancada federal, para que esta se mobilize para cobrar do governo federal soluções para os problemas que a estiagem acarretou em municípios como Currais Novos, Acari, Pau dos Ferros, João Dias, entre outros do Grande do Norte.
Tomba Farias destacou ainda que a falta d´água deve ser tratada como prioridade pelos governos estadual e federal, a exemplo do que acontece com outras áreas como a segurança pública e a saúde. “Santa Cruz sabe o que sofreu quando teve que ser abastecida por carros-pipa na enchente de 1981, devido ao açude ter ficado totalmente destruído. Temos que formar urgentemente uma frente de acompanhamento de ações de combate à seca ”, disse.



Câmara rejeita incluir na Constituição doação de empresas para campanhas

Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, defendia financiamento privado.
Com resultado, PMDB teve segunda derrota em votação da reforma política.

 

A Câmara dos Deputados rejeitou nesta terça-feira (26) – ao analisar um dos trechos da proposta de reforma política que tramita no plenário – emenda que incluía na Constituição Federal a doação de empresas a partidos políticos e campanhas eleitorais.
A emenda recebeu 264 votos favoráveis, 207 contrários e houve quatro abstenções. Mas, por se tratar de proposta para alterar a Constituição, eram necessários 307 votos a favor.
Com isso, o atual modelo misto de financiamento de campanhas eleitorais (público e privado com doações de pessoas físicas e jurídicas) fica inalterado.
Placar da Câmara da votação do financiamento misto extensivo a pessoa jurídica (Foto: Reprodução/TV Câmara) 
Paniel da Câmara mostra resultado da votação sobredoações de empresas para campanhas eleitorais(Foto: Reprodução/TV Câmara)
 
A Câmara ainda analisará nesta quarta (27), a partir das 12h, emendas que incluem na Constituição autorização para doações de empresas somente a partidos políticos e que autorizam somente doação de pessoas físicas a partidos e candidatos.
Mas, na visão do presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), as votações desta madrugada mostraram que a Câmara “não quer mudar nada” do sistema político e eleitoral do país.
“A Casa quer continuar como está. Está rejeitando mudanças. Acho que não vai passar nada. Não vai passar fim da reeleição, não vai passar coincidência eleitoral”, disse Cunha depois da sessão.
Doações de empresas
O modelo de financiamento de campanha é um dos trechos da proposta de emenda à Constituição (PEC) que altera o sistema eleitoral e político do país e que entrou em votação nesta semana no plenário da Câmara.
Por decisão de Cunha, a PEC foi colocada em votação diretamente no plenário, sem passar por análise na comissão especial criada especialmente para debater o tema.
Cada item da proposta será votado individualmente no plenário. Depois, o texto como um todo passará por uma votação em segundo turno e precisará do voto favorável de 307 deputados para seguir para o Senado.

Inscrever na Constituição a doação de pessoas jurídicas tanto para partidos quanto para os candidatos individualmente era uma bandeira do PMDB e de Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O PT era contra, e defendeu a proibição de doação de empresas e a aprovação de financiamento exclusivamente público.
Atualmente, o financiamento de campanha no Brasil é público e privado. Políticos e partidos recebem dinheiro do Fundo Partidário (formado por recursos do Orçamento, multas, penalidades e doações) e de pessoas físicas (até o limite de 10% do rendimento) ou de empresas (limitadas a 2% do faturamento bruto do ano anterior ao da eleição).
Essas regras, porém, não estão previstas na Constituição Federal e estão sendo questionadas por uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), no Supremo Tribunal Federal (STF).
Em abril de 2014, o STF interrompeu o julgamento da ação quando a maioria dos 11 ministros da Corte já havia votado a favor da proibição de doações de empresas a partidos políticos e campanhas eleitorais.
A interrupção foi provocada por um pedido de vista (mais tempo para analisar a matéria) do ministro Gilmar Mendes. Desde então, o magistrado ainda não levou o voto ao plenário, e o julgamento permanece suspenso.
O líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), destacou que a inclusão do sistema de doação de campanhas na Constituição era necessária para evitar que o STF “legisle” sobre o tema.
“O Supremo vai interpretar a Constituição e estabelecer uma regra. Creio que isso não é o melhor para a democracia. Quem deve decidir as leis é o Poder Legislativo. Hoje, devemos colocar esse tema na Constituição e estabelecer em lei, depois, os limites. O bom senso nos manda decidir esse tema hoje porque senão estaremos na mão do Poder Judiciário”, disse.
Conforme Picciani, a ideia é garantir a doação empresarial na Constituição e, posteriormente, estabelecer um teto de gastos e doações por meio de um projeto de lei.
O líder do PT, Sibá Machado (AC), criticou o financiamento empresarial a campanhas. “A nossa posição sobre financiamento das campanhas é pelo fim da participação das empresas. Entendemos que isso dá maior dificuldade de arrecadação para pessoas de classes mais desassistidas”, afirmou.
Sistema eleitoral
Além de sair derrotado na votação do modelo de financiamento de campanha, o PMDB  perdeu mais cedo, na noite desta terça (26), o debate sobre o sistema eleitoral para a escolha de deputado federal, deputado estadual e vereador.
O partido do presidente da Câmara defendia o modelo chamado "distritão", que institui eleição majoritária. Seriam eleitos, assim, os candidatos mais votados em cada estado ou município, sem levar em conta os votos para o partido ou a coligação.
O PT fechou questão contra a proposta, o que, pelo regimento interno da sigla, significava que os parlamentares que descumprissem a orientação de votar contra o “distritão” poderiam ser punidos internamente ou até expulsos do partido.
Apesar dos esforços do PMDB pelo “distritão”, o PT acabou vencendo a disputa, e a proposta de alteração no sistema eleitoral foi derrubada. Foram registrados 267 votos contra a emenda que instituía o “distritão”, 210 contra e cinco abstenções. Para aprovar a modificação seriam necessários 307 votos favoráveis, já que se trata de uma proposta de emenda à Constituição.
Após o anúncio do resultado, alguns parlamentares gritaram: “Não, não, não, não ao distritão”.
Após a derrubada da proposta de “distritão”, o plenário começou a analisar uma emenda de autoria do PDT que estabelecia o chamado “distritão misto”, em que metade dos candidatos seriam escolhidos por eleição majoritária e a outra metade conforme o quociente eleitoral e a posição na lista estabelecida pelos partidos. No entanto, ao perceber que a proposta seria derrotada em plenário, o líder do partido, André Figueiredo (CE), decidiu retirar a emenda.
Com isso, Cunha anunciou a manutenção do atual sistema proporcional de lista aberta. Pelo sistema atual, mantido pelos deputados, é possível votar tanto no candidato quanto na legenda. Os votos nos candidatos e na legenda são somados e é calculado um quociente eleitoral, que determina o número de vagas ao qual o partido ou a coligação terão direito. Essas vagas são preenchidas pelos candidatos do partido ou da coligação que obtiveram mais votos (entenda como é eleito um deputado).

Mais de 30 ônibus são abordados em bairros da zona Sul de Natal

As barreiras policiais foram concentradas nos bairros Planalto e Pitimbu.

w4O 5º Batalhão de Polícia Militar (5º BPM) responsável pelo policiamento da zona Sul de Natal, compreendendo bairros como Ponta Negra, Neópolis, Cidade Satélite, Lagoa Nova, Candelária, entre outros, realizou no fim da tarde e início da noite desta terça-feira (26) mais de 30 abordagens a transportes coletivos em Natal.

A ação de saturação realizada pelo 5º BPM visa coibir os assaltos a transportes urbanos, nas áreas consideradas mais críticas, segundo os dados estatísticos registrados pela Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (Coine) da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed).

As barreiras policiais foram concentradas nos bairros Planalto e Pitimbu. Outros Batalhões da Polícia Militar também intensificaram as abordagens em outros pontos da cidade.

Mega-Sena pode pagar R$ 6,5 milhões nesta quarta-feira

As apostas podem ser feitas até as 19h do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 3,50.

O sorteio do concurso 1.708 da Mega-Sena, que será realizado nesta quarta-feira (27), poderá pagar o prêmio de R$ 6,5 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio será realizado a partir das 20h (horário de Brasília), na cidade de Osasco (SP).
De acordo com a Caixa Econômica Federal (CEF), se um apostador levar o prêmio sozinho e aplicá-lo integralmente na poupança, receberá aproximadamente R$ 40 mil por mês em rendimentos. Caso prefira, poderá adquirir 16 imóveis no valor de R$ 400 mil cada ou uma frota de 43 carros de luxo.
As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 3,50.

 Big Bom Sorvetes
 Rua:Camilo José da Rocha nº15c,Centro Santa Cruz RN

Justiça suíça confirma prisão de seis dirigentes da Fifa

Acusados de corrupção estavam em um hotel na cidade de Zurique.

O Ministério da Justiça e a polícia da Suíça confirmaram a detenção hoje (27), por acusações de corrupção, de seis dirigentes da Federação Internacional de Futebol (Fifa), em Zurique. Eles estavam num hotel na cidade.
As autoridades suíças preveem a extradição deles para os Estados Unidos, onde as autoridades de Nova York os investigam por terem, supostamente, aceitado subornos desde o início dos anos 1990.

Travessa Severino Bezerra nº38 Pariso,Santa Cruz RN.rua da UPA
 

Francisco José Júnior é empossado 4º vice-presidente da CNM

A solenidade de posse da nova diretoria para triênio 2015-2018 aconteceu durante a Marcha em Defesa dos Municípios.

d2O presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN), Francisco José Júnior, foi empossado na tarde desta terça-feira, 26, como 4º vice-presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM). A solenidade de posse da nova diretoria para triênio 2015-2018 aconteceu durante a programação da XVIII Marcha em Defesa dos Municípios, em Brasília.
“A luta em defesa Rio Grande do Norte está sendo reforçada. O Estado ganha agora uma dimensão a nível nacional. Estamos somando forças, fortalecendo os municípios, contribuindo também com o desenvolvimento do país. Muito me honra mais esse desafio, que assumo com responsabilidade e entusiasmo.”, afirmou Francisco José Júnior.
A nova diretoria, que tem como presidente reeleito Paulo Ziulkoski, foi eleita no dia 30 de março deste ano e assume já com inúmeros desafios, com a defesa do novo pacto federativo e a implantação da Rede Municipalista. “Temos pela frente um grande desafio, que é manter o trabalho de luta que foi realizado nos últimos anos. Os Municípios estão acima de qualquer um de nós, é preciso utilizar essa força nesse momento de dificuldades”, reforçou Marcelo Beltrão, 2º secretário da CNM.
Compõem ainda a nova diretoria da Confederação Nacional de Municípios os seguintes nomes: Glademir Aroldi (RS) como 1º vice-presidente; Luiz Lázaro Sorvos (PR), 2º vice-presidente; Jorge Silva Dantas (AL), 3º vice-presidente e Eduardo Gonçalves Tabosa. Ainda como parte da diretoria está Hugo Lembeck (SC), como 1º tesoureiro, e o prefeito de Juscimeira (MT), Valdecir Luiz Colle, como seu suplente.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Prefeita Fernanda participa ativamente do primeiro dia da Marcha em Defesa dos Municípios em Brasília/DF

A Prefeita Fernanda Costa, acompanhada da Chefe de Gabinete de Santa Cruz, Marcela Ravena, encontra-se em Brasília/DF participando da XVIII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. O evento foi iniciado nesta terça-feira (26) e se encerra nesta quinta-feira (28).
Organizada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a Marcha reúne, só do Rio Grande do Norte, cerca de 140 prefeitos.
A Marcha busca apresentar as reivindicações para conter a grave crise financeira que prejudica os municípios e consequentemente suas populações. Um dos principais pontos reivindicados pelos gestores é a melhor distribuição dos recursos entre os três entes federativos, além da reforma política, complementação pela União dos pisos salariais, valores mínimos aplicados à saúde, redistribuição dos royalties, entre outros.
Além de participar de todas as atividades previstas na programação da Marcha durante o dia, a Prefeita de Santa Cruz, Fernanda Costa, também participou na noite desta terça-feira (26) da reunião com a bancada federal potiguar, na Câmara dos Deputados, onde também se discutiu a crise financeira e as possibilidades para resolvê-la, além da seca que atinge o Estado.
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Fotos: Marcela Ravena e Maria Aparecida Cavalcante
Fonte: Blog da Cidade de Santa Cruz 

Pacto federativo e crise hídrica pautam reunião dos prefeitos com a bancada do RN

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A revisão do pacto federativo foi a principal reivindicação feita pelos prefeitos do Rio Grande do Norte durante a reunião com a bancada do estado, nesta terça-feira (26), na Câmara dos Deputados. Na atual divisão, 60% da arrecadação ficam nos cofres da União, 24% vão para os estados e 16% para as prefeituras. No entanto, de acordo com o presidente da Federação dos Municípios do RN (Femurn), prefeito Francisco Silveira Júnior, uma série de leis e programas federais são criados sem a contrapartida financeira do governo federal e os prefeitos acabam arcando com os débitos.
O coordenador da bancada, deputado Felipe Maia (DEM), destacou a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 172/2012, na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados, que proíbe a União de delegar a prestação de serviços aos estados ou municípios sem que haja a previsão, em lei, dos repasses financeiros necessários. “Essa proposta considera a dificuldade de administrar um município ou um estado sem recursos suficientes. É fundamental criar benefícios para a população, mas a União repassar tarefas para os municípios, sem a reposição financeira, dificulta a administração municipal”, destacou o democrata.
O senador José Agripino (DEM) informou que será votado no Congresso Nacional a criação do piso salarial de algumas categorias profissionais, aumentando os gastos das prefeituras. Na tentativa de não passar mais despesas aos gestores municipais que já padecem da falta de recursos, o senador potiguar firmou o compromisso de consultar os prefeitos antes de votar projetos que criam novas despesas. “Estabelecemos o compromisso de discutir com os prefeitos antes de votar. É preciso aprovar propostas que o município tenha condição de pagar e o servidor tenha o benefício”, disse.
A crise hídrica do estado também foi destacada como grande preocupação dos mais de 60 prefeitos, além de vice-prefeitos e vereadores, presentes no encontro. Municípios como Currais Novos e Acari já sofrem com a falta de água, e o problema se estenderá a outras cidades em breve. Felipe Maia destacou que a bancada está empenhada para amenizar o problema e ressaltou as visitas ao Ministério da Integração Nacional na busca de alternativas emergenciais. “Dificuldade orçamentária é o que temos ouvido em todos os lugares, mas a bancada está unida para encontrar soluções para o abastecimento de água no estado”, ressaltou.
Outros assuntos como a retomada da política de subsídio do milho pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o compromisso dos deputados de votar o mandato de seis anos para as eleições de prefeito de 2016, foram abordados na reunião que contou com a presença de toda a bancada do estado.

A inspetoria Geral das Polícias Militares visita 4ª Companhia Independete Polícia Militarde Santa Cruz

A Inspetoria Geral das Polícias Militares (IGPM), cujo objetivo é coordenar e conduzir, de acordo com a legislação vigente, ações de controle sobre as Polícias Militares e os Corpos de Bombeiros Militares, realizou uma Visita de Inspeção a unidade sede da 4ª Companhia Independente da Polícia Militar de Santa Cruz-RN.
A visita foi conduzida pelo Ten Cel EB Ronaldo Reis, onde o mesmo foi recebido pelo Ten Gonçalves, comandante do 1º Pelotão de Santa Cruz, Ten Diego, comandante do 3º Pelotão de São Paulo do Potengi e o Ten Josivan, comandante do 5º Pelotão de São Tomé.
O Ten Cel Ronaldo Reis, exerce atualmente a função de Comandante do 7º Batalhão de Engenharia de Combate - Batalhão Visconde de Taunay (7º BECmb), situado no bairro Nova Descoberta em Natal.
O 7º BECmb é responsável por uma área composta por 54 municípios no Estado do Rio Grande do Norte.
 
Ligou,Chegou!

Valor de abono-salarial passa a ser proporcional ao tempo trabalhado

Previsto na mesma lei que criou o seguro-desemprego (Lei 7.998/1990), o abono salarial também teve as regras alteradas pelo Projeto de Lei de Conversão 3/2015 (MP 665/2014). O abono, anual e no valor máximo de um salário mínimo, é destinado aos trabalhadores que tiveram no ano anterior ao pedido do benefício ganho médio de dois salários mínimos.
Com as mudanças propostas no PLV, a partir de 2016, o valor do abono não será mais de um salário mínimo e, sim, proporcional ao período trabalhado no ano anterior, na base de 1/12 por mês trabalhado, como as férias. Assim, se o trabalhador ficou empregado por seis meses, receberá metade de um salário mínimo. Fração igual ou superior a 15 dias de trabalho será contada como mês integral.
O tempo mínimo de trabalho exigido no ano anterior ao de recebimento do benefício também sofreu alterações. Os 30 dias exigidos na regra atual passam para 90 dias, que não precisarão ser ininterruptos.

Seguro-defeso

A proposta aprovada no Congresso manteve as atuais regras do seguro-defeso, mas passou a responsabilidade de cadasrto do benefício do Ministério do Trabalho para o Ministério da Previdência Social. O seguro-defeso é o seguro-desemprego pago aos pescadores durante o defeso - período determinado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para a proteção da espécie pescada, possibilitando sua procriação e a manutenção das populações. Em 2015, esse período vai de 1º de abril a 31 de agosto de 2015. O valor é de um salário mínimo, pago durante toda temporada de suspensão da pesca. O seguro-defeso é pago ao pescador profissional artesanal, atividade definida pela Lei 10.779/2003, como aquele que exerce a atividade individualmente ou em regime de economia familiar.
O texto do PLV manteve a proibição, já prevista em lei, de pagamento de mais de um benefício no mesmo ano decorrente de defesos relativos a espécies diferentes. E criou a opção do pescador que recebe o Bolsa-Família escolher entre receber recurso do programa ou o seguro-defeso - o que for maior - durante o período sem pesca.

Fiscalização

Ao passar a competência de receber o requerimento do seguro-defeso do Ministério do Trabalho e Emprego para o Ministério da Previdência, o projeto também reforça a fiscalização do recolhimento da contribuição previdenciária do segurado.
O INSS deverá, no ato de habilitação ao benefício, verificar a condição de segurado pescador artesanal e o pagamento da contribuição previdenciária nos últimos 12 meses imediatamente anteriores ao requerimento ou desde o último defeso, o que for menor.
Para aumentar o controle sobre o pagamento do benefício, o texto aprovado prevê que o INSS terá acesso a informações cadastrais disponíveis no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), a cargo do Ministério da Pesca e Aquicultura. O INSS terá também de divulgar mensalmente lista com todos os beneficiários do seguro-defeso, com dados como nome, endereço, número e data de inscrição no RGP.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Desempregado terá de comprovar mais tempo de trabalho para pedir seguro-desemprego

As mudanças previstas no Projeto de Lei de Conversão 3/2015, decorrente da Medida Provisória 665/2014, afetam principalmente o seguro-desemprego. Criado pela Lei 7.998/1990, com intuito de oferecer assistência financeira temporária ao trabalhador que perdeu o emprego sem justa causa, o benefício é pago por um período máximo variável de três a cinco meses, de forma contínua ou alternada, por intervalo de tempo trabalhado. Seu valor é calculado a partir do salário médio recebido pelo trabalhador nos últimos três meses anteriores à dispensa, em três faixas salariais distintas.
As alterações aprovadas no Congresso obrigam o desempregado a comprovar mais tempo de trabalho para ter direito ao benefício. A lei anterior exigia apenas seis meses consecutivos empregados por pessoa jurídica ou pessoa física a ela equiparada para se poder pedir o seguro-desemprego pela primeira vez. Agora, o seguro só poderá ser solicitado inicialmente após 12 meses de trabalho. Pela segunda vez, a partir de nove meses, e pela terceira vez, com seis meses de trabalho.
O projeto também mudou a forma como o benefício é pago. Antes, o trabalhador recebia três parcelas, se comprovasse vínculo empregatício de, no mínimo, seis meses e, no máximo, 11 meses. Já para receber quatro parcelas, era necessária comprovação de trabalho por no mínimo 12 meses e no máximo 23 meses. Agora o seguro de três parcelas não existirá mais no primeiro pedido. E para conseguir quatro parcelas na primeira vez, o desempregado terá de comprovar ter trabalhado um mínimo de 12 meses e um máximo de 23 meses nos 36 meses anteriores à demissão.
Na segunda solicitação, para conseguir três parcelas do seguro, o trabalhador terá de comprovar vínculo empregatício de nove a 11 meses nos 36 meses anteriores. Já as quatro parcelas serão concedidas a quem comprovar ter trabalhado de 12 a 23 meses. Somente a partir da terceira solicitação é que serão aplicadas as regras antigas: de seis a 11 meses para três parcelas e 12 a 23 meses para quatro parcelas. Em todos os casos, para receber cinco parcelas, o trabalhador terá de comprovar ter trabalhado 24 meses nos últimos 36 anteriores à demissão.
Qualificação
O texto ainda impõe ao trabalhador desempregado novo requisito para o recebimento do seguro: frequentar curso de qualificação profissional ofertado por meio do programa Bolsa-Formação Trabalhador, no âmbito do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), ou com vagas gratuitas na rede de educação profissional e tecnológica. Um regulamento definirá a frequência no curso.
As novas regras valem a partir da publicação da futura lei. Entretanto, o texto não disciplina benefícios concedidos entre a vigência da Medida Provisória (28 de fevereiro deste ano) e da futura norma.
Trabalhador rural
As mudanças da MP afetam também o trabalhador rural, que passa a ter regras específicas para sua atividade. Atualmente, a lei que regula o seguro-desemprego não diferencia trabalhadores rurais de urbanos e estabelece seis meses de trabalho para o empregado poder solicitar o benefício.
Pela nova regra, a primeira solicitação do seguro, para receber um máximo de quatro parcelas, o trabalhador rural terá de ter trabalhado pelo menos 15 meses nos últimos 24 meses. Para esse e para os demais pedidos, também é preciso ter recebido salários nos seis meses anteriores à dispensa.
Além disso, o trabalhador rural não poderá receber, ao mesmo tempo, benefício previdenciário ou assistencial de natureza continuada, exceto pensão por morte e auxílio-acidente, e não poderá ter renda suficiente para sua manutenção. Também não pode ter exercido atividade remunerada fora do âmbito rural no período aquisitivo de 16 meses.
Para contar o tempo em que o trabalhador rural receber o seguro-desemprego como carência para benefícios previdenciários, o texto aprovado determina o desconto da alíquota da contribuição previdenciária, de 8%. Isso permitirá, por exemplo, a contagem para aposentadoria.
Redução de benefício
Para amenizar o endurecimento nas regras de redução do benefício, o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) poderá prolongar por mais dois meses o número máximo de parcelas para grupos específicos de segurados. O gasto adicional da medida, entretanto, não poderá passar, a cada semestre, de 10% da Reserva Mínima de Liquidez do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que é destinada a pagar o seguro e o abono salarial.
Em relação às categorias que poderão ser beneficiadas, o conselho deverá observar a evolução geográfica e setorial das taxas de desemprego e o tempo médio de desemprego de cada grupo.
O texto aprovado exige ainda que o Codefat recomende ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) políticas públicas para diminuir a rotatividade no emprego. Porém, uma nova hipótese de suspensão do pagamento do seguro-desemprego foi acrescentada ao texto. Estará sujeito a essa suspensão o desempregado que se recusar, sem justificativa, a participar de ações de recolocação, segundo regulamentação do Codefat.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Prefeitura realiza 5° Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente

Com o Tema "Política e Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes - Fortalecendo o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente", a Prefeitura de Santa Cruz promoveu nesta terça-feira (26), através da Secretaria Municipal de Assistência Social e  Conselho Municipal da Criança e Adolescente (CMDCA),  a 5° Conferência Municipal dos Direitos da Criança e dos Adolescentes de Santa Cruz.
A Conferência teve a finalidade de propiciar a mobilização para uma reflexão em âmbito municipal dos princípios constitucionais sobre direitos das crianças e dos adolescentes.  Após serem realizadas as chamadas conferências livres, que buscou ouvir crianças e adolescentes nas diversas instituições de ensino de Santa Cruz, representantes da sociedade civil,  bem como de entidades ligadas à assistência social, educação, saúde, dentre outras, estiveram participando da conferência e debatendo os vários aspectos relacionados ao tema.
Para a jovem Mayra Jayne, o encontro faz com que os jovens percebam que é detentor de direitos e deveres. "Este encontro está sendo maravilhoso. Nós adolescentes estamos percebendo o quanto de direitos nós temos, assim como deveres. Estamos aqui adquirindo conhecimento e devemos ser multiplicadores dessas informações", afirmou Mayra.
A programação se deu com credenciamento, abertura oficial, apresentação cultural com os alunos do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), leitura de Regimento, palestra e apresentação do relatório das conferências livres, assim como a distribuição dos grupos para discussão por eixos. Após o almoço, houve também apresentação das propostas na plenária.
CONFERENCIA-ASSISTENCIA-01
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Fotos: André Fotos
Fonte:Blog da Cidade de Santa Cruz 

Copa Natal de Futebol Feminino começa em junho

Adiamento do campeonato foi devido ao acréscimo da equipe do Alecrim.

 Prevista para ter início ainda neste mês, o pontapé inicial da I Copa Natal de Futebol Feminino foi adiado. O certame é uma promoção da Prefeitura do Natal, através da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SEL), e faz parte do calendário de eventos da secretaria para o corrente ano.

 “Adiamos em virtude do atraso na entrega da documentação exigida pela SEL junto às equipes, mas já estamos trabalhando nesta regularização para dar início ao campeonato na primeira quinzena de junho”, explica o secretário Eduardo Machado.

O adiamento do campeonato também foi ocasionado pelo acréscimo da equipe do Alecrim, que se soma aos times do C.D. Rocas, Roma F.C, Sarney, Natal F.C, UFRN, União Independente, Parque Floresta e Corintians de Caicó, o que totaliza a participação de nove equipes na competição.

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Pré-Conferências de Saúde prosseguem com encontro nesta terça (26) na UBS do DNER

A Prefeitura de Santa Cruz, através da Secretaria Municipal de Saúde e do Conselho Municipal de Saúde, deu início às Pré-Conferências de Saúde. A primeira aconteceu na última terça-feira (19) na Unidade Básica de Saúde (UBS I) do bairro Paraíso. Já nesta terça-feira (26), o encontro acontece na UBS do bairro DNER.
As Pré-Conferências de Saúde servem de preparação para Conferência Municipal de Saúde de Santa Cruz. Além de ouvir os anseios da população, através desses encontros nas UBS é que são escolhidos os delegados para a Conferência Municipal, que está programada para o período de 17 a 19 de junho.
PRÉ-CONFERÊNCIA-SAÚDE

Foto: André Fotos
Fonte: Blog da Cidade de Santa Cruz 

Senadora Fátima discutiu nesta segunda-feira (25), o projeto de ampliação do Hospital Ana Bezerra, localizado em Santa Cruz, na do região Trairí.



Presenças: superintendente do hospital, dra. Cláudia; Petrônio; Júnior Clemente e Cássio, companheiros de Santa Cruz.
Senadora se comprometeu em buscar alternativas para viabilizar proposta, uma vez que esta contempla o plano de regionalização da saúde.
Ainda em Natal, a senadora conversou sobre política com Dinarte e companheiros do PT de Carnaubais.

Entrevista: Falta credibilidade ao PSDB e DEM, diz Fátima


A senadora Fátima Bezerra (PT) vai ao plenário na próxima semana para votar as medidas provisórias do ajuste fiscal. Trata-se de uma votação que inclui medidas que têm restrições a programas que beneficiam os trabalhadores, como o Seguro Desemprego. “Eu sigo a orientação do PT, partido da presidenta e que dá sustentação ao governo [federal]”, afirma Fátima Bezerra, ao informar que não ficará entre os dissidentes que rejeitam o ajuste. Mas ela afirma que as negociações podem assegurar algum recuo do governo e amenizar as restrições. Fátima Bezerra destaca também que as mudanças que praticamente acabam com o fator previdenciário deverão ser confirmadas no Senado. 
 
A senadora considera que a rejeição ao PT tem origem em uma resistência ideológica na elite. Mas reconhece que, hoje, a reprovação ao governo Dilma e aos petistas não está limitada a esse segmento. “Não, não diria que está restrita só a setores da elite. Mas a origem vem de lá.  Não tenho dúvida disso”. Para a senadora, faltou, logo depois das eleições, diálogo do Governo Dilma com a sociedade. No entanto afirma que não há credibilidade do PSDB e DEM para fazer oposição. Ao responder sobre política local, ela descarta a possibilidade de se candidatar à Prefeitura, em 2016, ou ao Governo do Estado, em 2018.
 
A senhora vota favorável à medida provisória, na próxima semana, que restringe o acesso ao seguro-desemprego e integra o ajuste fiscal?
 
Eu sigo a orientação do PT, partido da presidenta e que dá sustentação ao governo [federal]. As medidas foram objeto de debates  na Câmara dos Deputados e agora no Senado Federal, tanto que a votação foi adiada para esta terça-feira (26). 
 
O que poderá mudar no Senado?
 
Há duas questões já colocadas, primeiro a que trata do fator previdenciário. Eu coloquei claramente, na bancada do PT, no que diz respeito a essa questão, que eu não votarei a favor da manutenção do  fator previdenciário. É uma posição já adotada e comunicada à liderança do PT. Então, uma noticia boa para os trabalhadores é que está avançando o entendimento com o governo [federal] e a presidenta não vai vetar a proposta que foi aprovada na Câmara e altera o fator previdenciário. 
 
Há outras alterações em negociação?
 
Tem outra novidade. Nós estamos insistindo no debate sobre as medidas provisórias que trata do abono salarial que os trabalhadores têm direito, de acordo com a Constituição. Os trabalhadores que ganham até dois salários mínimos têm direito ao abono (PIS-Pasep) no fim do ano. O governo mandou a medida restringindo esse direito, porque adota a exigência de que tem de trabalhar três meses e que seria proporcional ao tempo trabalhado. Mas essa medida vai cair, porque é inconstitucional. Na Constituição está assegurado o abano de forma integral. 
 
Mas continua a restrição ao segura desemprego...
 
Com relação ao seguro-desemprego, fruto do debate, não é mais de 18 meses como o governo pretendia (o tempo mínimo de trabalho para ter direito ao benefício). Foi reduzido para 12 meses. Em relação ao seguro-defeso não ficou o período de três anos e voltou ao que era, ou seja, os pescadores artesanais terem direito no prazo de um  ano. Enfim, vamos cumprir a orientação partidária, mas o que queria ver no Congresso era o debate e aprovação de medidas para taxar as grandes fortunas, o capital especulativo.
 
Mas o governo não enviou projetos neste sentido...
 
É verdade, lamento que o governo não tome essas iniciativas. Mas acaba de editar uma medida provisória que aumenta a contribuição social sobre os lucros dos bancos de 15% para 20%. Agora que foi tomar essa medida. Mas há, no Congresso Nacional, um ambiente totalmente hostil a teses como essas, do ponto de vista da correlação de forças, dado o perfil conservador e a vinculação com a classe empresarial, mas nem por isso devemos deixar de ousar. Agora, em qualquer circunstância, não contem comigo para manter o fator previdenciário e espero que essa alternativa que saiu lá na Câmara, que é a fórmula 85/95, seja de fato aprovada no Senado e sancionada pela presidenta Dilma, porque com isso vamos por fim a um dos legados mais cruéis que a  Era dos governos dos tucanos deixou para os trabalhadores desse país. 
 
O que muda?
 
Com essa regra do 85/95, um mulher que hoje é obrigada a trabalhar até os 67 anos de idade, e ter no mínimo 35 anos de contribuição, para se aposentar com o  salário integral, vai reduzir em treze anos o tempo de exigência, porque poderá se aposentar com 55 anos de idade e 30 de contribuição. O homem para ter situação semelhante vai se aposentar com 60 anos e 35 de contribuição, aliás, o mesmo tratamento que é dado aos trabalhadores da esfera pública. 
 
As medidas de cortes no orçamento e ajuste fiscal corrigem os rumos do país ou tem um caráter recessivo? 
 
O país passa por dificuldades, é evidente. Tem a chamada crise do capitalismo, em nível mundial, que começou em 2008... Os reflexos só agora vieram a ser estabelecidos fortemente no Brasil. É fato que se tem um desequilíbrio do ponto de vista da economia, porque há uma redução orçamentária, queda da receita, um declínio do crescimento da economia. A presidenta tem colocado que é necessário fazer os ajustes para retomar o equilíbrio econômico e o país voltar a crescer. Assim, poderemos botar o pé no acelerador de novo, no que diz respeito à retomada do nosso projeto original que começou com o presidente Lula. É bom lembrar, que, também no inicio do governo Lula, houve um ajuste muito duro, mas depois o país entrou no ritmo de crescimento que permitiu as conquistas que a gente teve no campo da inclusão social, para tirar o Brasil do mapa da fome, reduzir drasticamente as desigualdades regionais e sociais, com ascensão econômica de milhares de famílias, com o acesso a políticas públicas de caráter estruturante, como muitos jovens no ensino superior, na educação profissional... Enfim, para virar esta página é preciso o ajuste para o país se equilibrar e voltar a crescer e, assim, acelerar o projeto nacional em curso, iniciado no governo Lula. 
 
A senhora acha justo que a conta pela correção dos rumos, o ajuste, seja paga pelos trabalhadores, com essas restrições de direito?
 
Não acho, não. Eu preferia que as medidas tomadas tivessem sido direcionadas ao andar de cima, com taxação de grandes fortunas, que aliás está lá na Constituição. A questão da sonegação, por exemplo, se avançasse, no diz respeito ao combate, não precisava ter  medida nenhuma. O governo tem que ousar. Tomou essa medida provisória de aumentar a taxação sobre o lucro dos bancos. Perfeito. Continue nesta trilha da ousadia, com taxação das grandes fortunas, das grandes heranças, do capital especulativo. A oposição está no papel dela ao afirmar que acaba com os direitos dos trabalhadores, mas o seguro desemprego não vai acabar.
 
Mas há, de fato, restrições de direitos... 
 
Restringe, as regras se tornam mais duras. Mas houve negociação, o governo queria 18 meses [de tempo de trabalho para conceder o seguro desemprego] , caiu para doze. O seguro defeso vai ficar como era. E a oposição está no papel dela de fazer o embate, embora o passado do PSDB e do DEM não confere a eles, de maneira nenhuma, credibilidade política para a defesa e valorização do patrimônio público e dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. As maiores taxas de desemprego e arrocho salarial, o pior salário mínimo, o maior desmonte do Estado foram nos governos deles. E, agora, mais um exemplo recente: a posição a favor do projeto que trata da terceirização, que espero possamos corrigir no Senado.  Como foi aprovado na Câmara, que “liberou geral” a para terceirização da atividade fim, é um retrocesso, significa uma volta à escravidão.
 
O PT sobrevive à operação Lava Jato (que investiga envolvimento de petistas no escândalo da Petrobras e prendeu o tesoureiro do partido)?
 
Sim, claro que sim. Uma coisa é o indivíduo; outra, o Partido dos Trabalhadores. Ao longo da sua história, o PT tem passado por momento de ataque, agora é mais um deles, de uma forma muito dura. O PT passa por uma campanha de desmoralização, de criminalização. Mas não teme investigação. Foi nos governos do PT que mais se investigou. No governo dos tucanos o procurador-geral da república, à época, arquivou 217 inquéritos, 224 denúncias, de 684 recebidas. Por isso ficou conhecido como “engavetador geral”. No governo do PT, o Ministério Público tem autonomia, há instrumentos de investigação, com o Portal da Transparência, a Lei de Acesso à Informação, os investimentos na Polícia Federal. A Controladoria da União recebeu status de ministério. 
 
Alguns petistas apontam que há uma tentativa de acabar com o partido?
 
O PT tem suas falhas, é formado por homens e mulheres que não são perfeitos. Alguns integrantes cometeram desvios e esses episódios merecem apurações. Uma vez caracterizado [o desvio] tem de haver punição. Mas uma das maiores falhas do PT foi não ter insistido no tema da reforma política. O PT paga o preço alto por não ter priorizado a reforma, para alterar a regra do sistema eleitoral em curso, que tem no financiamento empresarial um caráter emblemático, porque leva a uma promiscuidade político-eleitoral. O PT terminou tendo que se adaptar e seguir por esse caminho tradicional, as campanhas caras. Então, há agora o ataque ao PT. Um ataque que não é por nossos erros, mas sim ideológico, por nossas virtudes. Parte da elite conservadora não engole as transformações de natureza social que o PT vem promovendo. Os setores da elite não perdoam, por exemplo, a política de cotas, a isonomia às trabalhadoras domésticas, uma verdadeira Lei Áurea.
 
Mas a senhora acha que essa rejeição ao PT e ao governo está restrita a isso?
A quê?
 
Essa resistência, essa rejeição que se observa nas pesquisas e nas ruas e que se evidencia ao PT está restrita a esse aspecto ideológico?
Veja, o pano de fundo é esse, é uma questão ideológica.
 
Está restrita a setores da elite?
Não, não diria que está restrita só a setores da elite. Mas a origem vem de lá.  Não tenho dúvida disso. 
 
São eles os paneleiros?
São eles, são eles.
 
Só eles?
Na sua grande maioria, não diria que são só eles, mas na sua grande maioria. 
 
As pesquisas já deram desaprovação acima de 60% ao governo Dilma, há reações enfáticas contra o PT nas ruas. A inflação crescente, o desemprego em ascensão, as acusações de corrupção contra integrantes do partido, o ex-tesoureiro que está preso e o antecessor condenado no mensalão, tudo isso não pesa contra o PT?
Veja, na pergunta você destaca fatores que pesam nesta fase difícil que o governo e nosso partido atravessam. Não adianta deixar de encarar a realidade. Tudo isso associado a uma ofensiva do ponto de vista midiático, com críticas, com a tentativa de promover o caos, de apontar corrupção desenfreada e essa desaceleração da economia... Então, diante de uma ofensiva como essa, é impossível achar que não haveria uma fase difícil. Mas, assim como a presidenta, tenho confiança de que superaremos essa quadra.
 
Este não é o momento mais difícil do PT?
 
Na época da ação penal 470 (do mensalão), foi muito difícil. Mas nos superaremos. O governo também cometeu equívocos. Saímos de uma campanha muito polarizada. 
 
Na campanha, a presidente afirmou que não retiraria direitos, que não tinha inflação, que a economia estava em uma situação positiva. A sociedade percebeu a contradição do que foi dito e a realidade?
A sociedade faz a leitura de que houve uma mudança da realidade econômica e social do nosso país.
 
Uma mudança tão rápida? Ou não se admitiu a realidade na campanha?
 
Mas houve [uma mudança]. 
 
Em tão poucos meses?
 
O quadro se agravou muito mais. Claro que a questão da economia, mesmo em 2014, não tinha o mesmo desempenho de anos anteriores. Já estava mais frágil. Neste ano o quadro se agravou. Nos anos anteriores, as medidas veio na direção de proteger empregos e salários. Pode ser que tenha faltado dosar as políticas de desonerações. Mas o compromisso do combate às desigualdades regionais é uma questão de princípio. Acho também que faltou à presidenta Dilma, logo após as eleições, um diálogo com a sociedade. Saímos de uma das eleições mais tensas e polarizadas  pós-ditadura militar. A oposição, os setores mais à direita ganharam fôlego, tanto é que estão saindo às ruas. Em contrapartida, o governo cometeu o equívoco de não ter estabelecido o diálogo direto com a sociedade, com os trabalhadores, através das centrais, das representações, e com o setor produtivo. Nesse aspecto, falhou. Mas está sendo retomado. E não tenho dúvida da retidão, da honestidade e do compromisso da presidenta com o povo brasileiro. A mulher que enfrentou a tortura, as celas, as trevas da ditadura, sabe a missão que está colocada para ela na atual conjuntura da história do país. Seguirá firme. 
 
Como o PT e a senhora avaliam esses quatro meses de governo Robinson Faria?
 
Estou vendo com esperança, com confiança e muito otimismo, porque as coisas estão no caminho de recuperar a capacidade de promover o desenvolvimento econômico e social do nosso Estado. Eu acho que o governador tem dado uma demonstração ao meu ver importante, que é uma nova postura que a gente tem no Executivo norte-riograndense, de diálogo, de debate, de ter a humildade de abrir as portas do governo para os mais variados setores da sociedade. Eu reputo isso como um dos aspectos mais positivos do novo governo. Tenho acompanhado e visto o esforço, com o setor produtivo, com os servidores, com os trabalhadores, por exemplo. 
 
Surgiram comentários de que a senhora não é mais convidada com tanta frequência para reuniões do governador, em função de possíveis projetos majoritários para 2018 que entrariam em conflitos com uma candidatura dele à reeleição...
 
Essa nota [com especulações sobre um possível afastamento político do governador] foi aquilo que em Nova Palmeira (PB), chamamos de “fuxico”, não é fofoca, é fuxico. Nossa relação com o governador Robinson é de muita transparência e lealdade, de solidariedade e de muito respeito. O governador tem reconhecido o papel, sem falsa modéstia, importante que eu agora, na condição de senadora, tenho a desempenhar do  ponto de vista de ajudar ao governo do Rio Grande do Norte e isso não é nenhum favor, é meu dever, minha obrigação. Nossa relação é a melhor possível. 
 
Haverá eleição majoritária em 2016, para prefeito, e para o Governo, em 2018, qual das duas a senhora pretende disputar? 
 
Não serei candidata em nenhuma das duas. Serei candidata, primeiro em 2016 a ajudar os companheiros do meu partido e dos meus aliados e parceiros, para que a gente possa colher bons resultados politico-eleitorais para o ano que vem. Em 2018, também vou ajudar na aliança, sendo candidata a contribuir na disputa politica [não a um novo mandato]. Meu plano é seguir a trilha que o povo do Rio Grande do Norte me confiou, que é o mandato de senadora. Todo o esforço e dedicação serão para continuar honrando a confiança do povo, fazendo a politica com honradez, dignidade e compromisso.
 
A linha do PT, para 2016, está definida, com candidatura de Fernando Mineiro a prefeito de Natal?
 
O diretório municipal do PT já se posicionou, convocou o deputado estadual Fernando Mineiro para ser candidato a prefeito. Hoje, na condição de pré-candidato, é um excelente nome. Todos nós sabemos, respeitado, profundo conhecedor dos desafios e problemas da cidade. O partido está fazendo o debate interno, setorial, tanto do ponto de vista programático, como no que diz respeito a pensar a cidade para que, no momento oportuno, apresentar um projeto para Natal. No que diz respeito a alianças, nós trataremos  no momento oportuno, as eleições só serão no ano que vem.
 
O governador lançou a candidatura de Mineiro. Mas, depois, disse: “Vamos ver no próximo ano”. Houve mudança de discurso?
Não, não, mudança nenhuma. O governador está dizendo o mais plausível. Com tantos problemas que a gente tem pela frente, esse ano é questão de se voltar para a gestão. Eleição é no próximo ano, o que está colocando é exatamente isso aí. E não é só Natal, vamos fazer o debate nas outras regiões, nas cidades polos, Grande Natal e em outras cidades, que vamos estabelecer como prioridades. 
 
 
Foto: Júnior Santos
Fonte: Tribuna do Norte