sexta-feira, 15 de março de 2019

Após tragédia, polícia tenta descobrir motivação e detalhes do crime

Perícia feita pela Polícia Civil no carro em que chegaram dois jovens armados e encapuzados que invadiram a Escola Estadual Professor Raul Brasil e disparam contra os alunos, em Suzano, São Paulo.
Dois dias depois do crime que chocou o país, os investigadores buscam descobrir o que motivou e os detalhes do planejamento do tiroteio em Suzano, na Grande São Paulo, que matou dez pessoas, inclusive os dois atiradores, e deixou 11 feridos. Testemunhas devem prestar depoimentos, enquanto são feitas análises dos computadores, cadernos e objetos que pertenciam aos dois jovens que provocaram a tragédia.
O Instituto de Criminalística faz exame toxicológico do material orgânico dos dois atiradores. No Instituto Médico Legal (IML), os médicos legistas concluíram que Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, matou Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, com um tiro na testa. Depois, ele se matou com um tiro na cabeça.
Equipes policiais fizeram diligências nas casas dos atiradores e em uma lan house frequentada por eles. Foram apreendidos computadores, tablets e anotações. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, 16 testemunhas foram ouvidas. De acordo com os investigadores, eles poderão prestar novo depoimento.
As armas utilizadas pelos atiradores – um revólver calibre 38, uma besta (arma medieval semelhante ao arco e flecha) e uma machadinha - foram apreendidas e encaminhadas para a perícia. O revólver estava com o número de série apagado.
Terceiro jovem
A Polícia Civil investiga a participação de um adolescente, de 17 anos, no planejamento do atentado na Escola Estadual Professor Raul Brasil. O suspeito foi colega de classe de Guilherme Monteiro e teria ajudado a dupla de atiradores.
Segundo a polícia, ele estava na cidade de Suzano no momento do ataque, mas não foi até a escola. O adolescente foi ouvido pela Polícia Civil, que pediu à Vara da Infância e da Juventude a sua apreensão e espera a autorização.
Há um vídeo em que uma terceira pessoa aparece junto com os dois assassinos dias após eles terem alugado o carro usado no atentado. O aluguel do carro foi pago com cartão de crédito.
Motivação
O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Pontes, disse que os jovens queriam reconhecimento dentro da própria comunidade e publicidade na mídia. De acordo com Pontes, eles pretendiam mostrar que eram tão cruéis quanto os atiradores de Columbine.
O delegado minimizou a hipótese de que um suposto bullying sofrido pelos jovens tenha motivado o massacre. No entanto, depoimentos de pessoas próximas a Guilherme Monteiro afirmaram que ele era alvo de comentários jocosos por causa de acne no rosto. Segundo relatos, o jovem fez tratamento de pele.
Nesta sexta-feira (15) deve ser publicado decreto, no Diário Oficial, que determina que, no prazo máximo de 30 dias, as indenizações serão pagas aos parentes das vítimas. Ontem (14), o governador de São Paulo, João Doria, estimou que os valores podem chegar a R$ 100 mil por família.

Edição: Luiza Damé e Graça Adjuto

Por Agência Brasil

MPF denuncia 12 por fraudes em aportes do BNDES para JBS

O Ministério Público Federal (MPF) no Distrito Federal denunciou à Justiça 12 pessoas por supostas fraudes em aportes do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao grupo JBS, entre 2007 e 2011. De acordo com as investigações, o banco teve prejuízo estimado em R$ 1,8 bilhão. A ação pede reparação dos danos de R$ 3,7 bilhões.
As acusações são de crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, gestão fraudulenta, prevaricação financeira e lavagem de dinheiro. Entre os denunciados estão o empresário Joesley Batista, os ex-ministros Guido Mantega e Antonio Palocci e o ex-presidente do BNDES, Luciano Coutinho.
Na denúncia, procuradores argumentam que foram praticadas manobras políticas e econômicas "em um projeto que teria por objetivo a internacionalização do grupo JBS, com o fim de que a holding passasse a operar em novos mercados".
Segundo os procuradores, o banco emprestou ao grupo valor acima do permitido. "Não houve clareza na definição das finalidades em que os recursos seriam aplicados. Nesse aspecto, a empresa pública consentiu que parte do montante entregue à holding fosse destinada conforme livre determinação da empresa e não segundo o deliberado nos contratos. Os autores mencionam ainda a ausência de análise do limite de exposição do BNDES ao Grupo JBS. Ou seja, o MPF verificou que o banco se arriscou e emprestou muito mais do que poderia à empresa, contrariando as próprias normas de segurança".
Os procuradores dizem que os crimes não foram relatados por Joesley Batista no acordo de delação premiada, firmado em 2017. Em nota, o advogado André Callegari, que defende Joesley Batista, afirma que os fatos da denúncia "foram tratados em anexos entregues por Joesley Batista em colaboração firmada com a PGR e homologada pelo STF, em 2017. Foi inclusive na condição de colaborador que ele prestou depoimentos à autoridade policial e aos próprios autores da denúncia. É preciso que sejam garantidos os direitos assegurados àqueles que firmam acordo e colaboram com a Justiça".
Outros denunciados negam as acusações.
* Texto atualizado às 22h19
Edição: Carolina Pimentel

Por Agência Brasil

Ministro do STJ manda soltar 13 funcionários da Vale e da TUV SUD

O ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), concedeu,nesta quinta-feira (14), habeas corpus para soltura de 13 funcionários da mineradora Vale e da empresa TUV SUD que são investigados pelo rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, ocorrida em 25 de janeiro.
A rescue helicopter is seen after a tailings dam owned by Brazilian mining company Vale SA collapsed, in Brumadinho, Brazil January 28, 2019.  Reuters/Washington Alves
Rompimento da barragem de rejeitos da Vale provocou mais de 200 mortes e ainda há cerca de 100 desaparecidos - Washington Alves/Reuters/Direitos Reservados
No mês passado, o ministro havia concedido liberdade a quatro dos acusados, mas a Justiça de Minas Gerais restabeleceu a prisão dos envolvidos nesta semana. No entendimento de Cordeiro, o caso já foi analisado, e foi definido que os funcionários das empresas não oferecem risco à investigação e devem ser responder aos fatos em liberdade. 
"Prende-se para genericamente investigar, ou colher depoimentos. Nada se aponta, porém, que realizassem os nominados empregados da Vale para prejudicar a investigação. Nada se revela que impedisse investigar, estando os agentes soltos", decidiu o ministro. 
Esta é a terceira vez que o STJ manda soltar funcionários da Vale indicados como responsáveis pelo rompimento da barragem em Brumadinho.

Apresentação

Pelo menos 11 dos investigados chegaram a se apresentar hoje no Departamento Estadual de Investigações de Crimes Contra o Meio Ambiente, em Belo Horizonte. Dois ainda eram aguardados pela Polícia Civil de Minas Gerais.
Edição: Nádia Franco

Por André Richter - Repórter da Agência Brasil 

Senado cria comissão especial para acompanhar a reforma da Previdência

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), assinou na noite de ontem (14) o ato de criação da comissão especial destinada ao acompanhamento da tramitação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. A instalação do colegiado está prevista para a próxima terça-feira (19).
A comissão é composta por nove titulares com igual número de suplentes e será presidida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), com relatoria do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Os demais integrantes titulares serão os senadores Eduardo Braga (MDB-AM), Espiridião Amim (PP-SC), Cid Gomes (PDT-CE), Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB), Jaques Vagner (PT-BA), Rodrigo Pacheco (DEM-GO) e Elmano Férrer (PODE-PI).  Os suplentes ainda serão indicados pelos líderes, observada a proporcionalidade partidária.
O objetivo da comissão é mostrar aos deputados as divergências e expectativas dos senadores para que o texto seja aprovado na Câmara com os principais pontos já pacificados. Como proposta de emenda constitucional não tem Casa revisora enquanto sofrer alteração de mérito, o texto passa da Câmara para o Senado e vice-versa, até que não seja mais modificado. 
Para evitar esse vai e vem da PEC, a ideia é que os senadores aprovem o texto analisado pelos deputados, e a saída encontrada por Alcolumbre para que isso ocorra de maneira mais tranquila foi a criação da comissão especial.
Brasília - Senador Otto Alencar fala durante o quinto dia de julgamento final do processo de impeachment da presidenta afastada, Dilma Rousseff, no Senado.(Wilson Dias/Agência Brasil)
Senador Otto Alencar será o presidente da comissão especial - Wilson Dias/Agência Brasil

Câmara 

A estimativa do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), é que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que vai alterar as regras previdenciárias seja votada na Comissão de Constituição e Justiça nos dias 27 e 28 deste mês.
A data pode ser alterada, já que líderes partidários querem frear a análise da reforma da Previdência na comissão até que o governo envie uma proposta alterando o sistema previdenciário dos militares. Segundo o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, a proposta será entregue à Câmara no dia 20 de março.
Rodrigo Maia, no entanto, descarta que a divergência possa atrasar a discussão e a considera “inócua”. 
“Na próxima semana, a partir de quinta-feira, já pode apresentar relatório, mas não tem reunião da CCJ. Então só pode apresentar relatório na outra terça-feira. Podemos ter duas sessões para vista. Ou seja, estaria pronta para votar daqui a duas semanas, muito depois do dia 20. Então, essa decisão é meio inócua. Infelizmente ou felizmente, o Regimento Interno só permite que seja votado lá para o dia 27, 28 de março”, afirmou Maia.
Edição: Sabrina Craide

Por Heloisa Cristaldo - Repórter da Agência Brasil

quinta-feira, 14 de março de 2019

Massacre de Suzano revela culto às armas e estado de barbárie, dizem especialistas





















Especialistas ouvidos pelo GLOBO avaliam que o ataque à Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, exige reflexões sobre violência que vão além de facilitar ou dificultar o acesso a armas de fogo. Com os atiradores Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, foram encontrados itens variados, como um revólver calibre .38 com numeração raspada, machados, equipamento para preparar coquetéis molotov e uma balestra — misto de espingarda com arco e flecha.

A origem dos armamentos ainda não foi totalmente esclarecida. Paulo Storani, antropólogo e ex-capitão do Bope, alerta que a conduta dos criminosos traz à tona um “estado de barbárie”.

— É uma tolice, neste momento, discutir a ferramenta utilizada antes de investigar a motivação por trás daquilo. Chamou a minha atenção o segundo rapaz, que entra com o machado e desfere golpes em pessoas que já estavam mortas. É um nível de selvageria inexplicável — afirmou Storani. — O problema é muito mais grave do que armar ou não a população. Estamos falando de um ambiente de falta de respeito à vida do outro.

O antropólogo classificou como “ideológica” a discussão sobre o impacto do acesso a armas de fogo no caso de quarta-feira. Após a tragédia, defensores do desarmamento criticaram a facilidade na posse de armas, ampliada por um decreto do presidente Jair Bolsonaro em janeiro. Já o senador Major Olímpio (PSL-SP), aliado de Bolsonaro, argumentou que os funcionários da escola teriam condições de reagir e encurtar a ação dos criminosos se estivessem armados. Para Storani, a rápida chegada da Polícia Militar — acionada primeiro por conta do tiroteio na concessionária de carros do tio de Guilherme, que também faleceu — foi o que evitou uma ação ainda mais brutal por parte dos criminosos.

José Ricardo Bandeira, presidente do Instituto de Criminalística e Ciências Policiais da América Latina (Inscrim), ressaltou que é preciso investigar como os atiradores tiveram acesso às armas. Na avaliação de Bandeiram, revólveres calibre .38 são comuns no mercado ilegal, muitas vezes desviados de empresas de segurança privada. O especialista também chamou atenção para os outros itens no arsenal carregado por Guilherme e Luiz Henrique.

— Arco e flecha e machado são equipamentos que você encontra em lojas esportivas ou na internet. E isso, quando cai em mãos erradas, causa problemas — pontuou Bandeira. — Caberia a cada estado uma legislação que restringisse esses artefatos. Como foi feito no Rio, por exemplo, que proibiu porte de arma branca com lâmina acima de 10cm.

A antropóloga Alba Zaluar afirma que o acesso a armas “tem que ser discutido de forma mais séria”. Para a especialista, pior do que a facilidade de acesso é a valorização do uso de armamentos como forma de resolução de conflitos. Zaluar criticou ainda retóricas políticas que, na sua avaliação, contribuem para gerar um clima mais bélico.

— Há um contexto político, um discurso que alimenta conflitos, o uso da violência. Tudo isso contribui para esse clima — afirmou.

O GLOBO

Senado aprova multa a empresa que não pagar igual para homem e mulher

O Senado aprovou na noite desta quarta-feira, 13, em regime de urgência, um projeto de lei que acrescenta à Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) uma multa às empresas que não pagarem salários iguais para homens e mulheres que desempenhem a mesma função e a mesma atividade. O projeto vai agora para o plenário da Câmara dos Deputados.

O texto prevê que os casos terão de ser apurados em processo judicial e que a funcionária deverá receber uma multa em valor correspondente ao dobro da diferença salarial verificada mês a mês. A punição também vale para discriminação por idade, cor ou situação familiar.

Para o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), autor do projeto de lei, a diferença salarial entre homem e mulher fere o princípio da isonomia previsto na Constituição Federal e na legislação vigente.

“Contudo, e apesar das inúmeras políticas de igualdade de gênero promovidas pelas mais diversas organizações, sejam públicas ou privadas, ainda se registram casos de discriminação contra a mulher no que se refere a remuneração”, diz o texto de autoria do senador.

O senador Paulo Paim (PT-RS), que leu o relatório do plenário do Senado, ressaltou ser uma luta histórica das mulheres brasileiras que não haja diferença por sexo, cor ou hierarquia familiar, mas que elas tenham direito ao mesmo salário por desempenharem as mesmas funções e atividades que os homens.

NOTÍCIAS AO MINUTO

Secretaria de Turismo do RN emite nota sobre pagamentos de diárias: “É impossível divulgarmos o estado sem sair dele”, explicou a titular da Setur”.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Sobre as informações que circularam na imprensa questionando os valores das diárias das servidoras que compõem o quadro da Empresa de Promoção e Turismo do RN (Emprotur), a secretária estadual de turismo do RN, Ana Maria da Costa, vem esclarecer que todas as diárias aplicadas foram utilizadas para participação de eventos internacionais com o objetivo de divulgar e promover o turismo estadual.

A participação do RN nas feiras é uma das principais demandas apresentadas pelo trade turístico. E uma das formas de aquecer a economia é através do incentivo às atividades que geram renda e aumentam a arrecadação no estado. As profissionais citadas não estavam fazendo turismo, mas sim prospectando turistas e desenvolvendo esta que é uma das mais importantes atividades econômicas geradoras de emprego e renda para os potiguares.

As diárias citadas nas reportagens são referentes às participações da titular da pasta, da diretora de marketing, Tereza Suyane França, e da gerente de promoção internacional, Nayara Santana, em feiras internacionais. Entre elas, a Vakantibeurs, em Utrech, na Holanda, que garantiu a consolidação do voo charter entre Amsterdã e Natal.

As diárias referem-se também à participação, em parceria com a Embratur, na maior feira de turismo do mundo, ITB Berlin, na Alemanha, e a presença na BTL Lisboa, em Portugal. Nesta última, ocorreram reuniões importantes e estratégicas para o Rio Grande do Norte. Destaque para o encontro da secretária com os presidentes da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) e da TAP Linhas Aéreas, que levantou a possibilidade de aumentar de três para cinco os voos semanais ligando Natal e Lisboa ainda no segundo semestre de 2019.

Os gastos divulgados nos valores das diárias são um direito do servidor quando está fora do seu ambiente de trabalho para cobertura de despesas com alimentação, hospedagens, seguro viagem, locomoção e telefonia, tudo na moeda local do país. No caso dos eventos apontados, todos aconteceram no continente europeu, tendo o cálculo da diária realizado com base no valor do euro. Em uma viagem de trabalho, o servidor recebe apenas as passagens aéreas, todos os demais gastos são custeados com as diárias fornecidas.

O investimento na promoção e divulgação do Rio Grande do Norte como destino turístico internacional ocorre com recursos do Projeto Governo Cidadão, através do contrato com o Banco Mundial, gerenciado pela Secretaria de Planejamento do RN e também com recursos próprios da Emprotur.

“A Secretaria de Turismo do RN tem um planejamento anual para a participação de feiras nacionais e internacionais, amplamente divulgado e debatido com o trade, com o objetivo de promovermos o nosso estado. Durante esses eventos acontecem reuniões e parcerias são estabelecidas para trazer mais turistas para o Rio Grande do Norte. É impossível divulgarmos o estado sem sair dele”, explicou a titular da Setur.

A secretária de turismo do estado não está sozinha no trabalho de divulgação do estado. Também participam dos eventos, tanto o trade turístico da cidade, que envolve hoteleiros e receptivos, quanto prefeitos e secretários de municípios turísticos. Para a BTL, está em Lisboa atualmente uma comitiva de 29 pessoas.

Ciente de que a atividade turística tem um peso relevante para a economia do Rio Grande do Norte, o Governo da professora Fátima Bezerra tem o entendimento que esses valores são investimentos com retorno garantido, visto que somente a captação do voo Amsterdã/Natal tem como expectativa, em seis meses, movimentar cerca de R$ 56,6 milhões na economia local.

Ministro da Educação participa de velório coletivo em Suzano

O ministro  da Educação, Ricardo Vélez, participa da cerimônia de assinatura de Carta Preventiva em Relação à Semana de Prevenção à Gravidez.
O ministro da Educação, Ricardo Vélez, participa hoje (14) do velório coletivo das vítimas do tiroteio na Escola Estadual Raul Brasil, na manhã de ontem (13). Por meio de seu perfil no Twitter, ele informou que está na cidade acompanhado de equipe ministerial para prestar apoio aos familiares e aos sobreviventes e também para “buscar maneiras de impedir” que a tragédia se repita.
“Prestaremos condolências às vítimas do terrível episódio ocorrido no dia de ontem. O Brasil está de luto”, afirmou.
O velório coletivo das vítimas do tiroteio é feito na Arena Suzano, no Parque Max Feffer. Cinco estudantes foram assassinados pelos atiradores Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, além de duas funcionárias da escola e do tio de um dos responsáveis pelo ataque.
Amanhã (15), por orientação da prefeitura, educadores de Suzano vão se reunir para definir ações que serão tomadas envolvendo os 26 mil alunos matriculados em escolas públicas municipais. A proposta é adotar medidas para combater a violência e o assédio moral no esforço de estabelecer uma cultura de paz.
Edição: Graça Adjuto

Por Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil 

Moradores de Suzano prestam homenagens a mortos em tiroteio

Mortos em Suzano por atirador são velados em ginásio

Homenagens às vítimas do tiroteio na escola Raul Brasil, em Suzano, São Paulo.
Começou por volta das 7h de hoje (14), no Ginásio Arena Suzano, o velório das vítimas do atentado contra a Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, no interior paulista. Dois atiradores, ex-alunos da escola, chegaram ao local por volta das 9h30 de ontem (14), resultando em oito mortos. Moradores da cidade formam uma fila para homenagear os mortos no massacre. O espaço foi divido por grades, deixando um espaço reservado para as famílias. Muitos já ocupam as galerias do ginásio.
Estão sendo veladas no local os alunos Caio Oliveira, 15 anos, Claiton Antonio Ribeiro, 17 anos, Kaio Lucas Costa Limeira, 15 anos, e Samuel Melquiades, 16 anos, além da coordenadora pedagógica Marilena Ferreira Umezo, 59 anos, e da funcionária Eliana Regina de Oliveira Xavier, 38 anos. O estudante Douglas Murilo Celestino, por motivos religiosos, está sendo velado em uma igreja da Assembleia de Deus.
Os atiradores Luiz Henrique de Castro, 25 anos, e Guilherme Taucci Monteiro, 17 anos, estão sendo velados em outro local. Segundo as investigações, um jovem disparou contra o outro e depois se matou. Jorge Antonio de Moraes, 51 anos, dono da locadora de onde os atiradores roubaram o carro utilizado na ação e tio do Guilherme, também está sendo velado em outro local.
Tânia Regina Augustinho foi professora de Samuel Melquíades em outra escola da cidade. “Foi meu aluno. Uma criança muito gentil, muito inteligente, sempre dedicada com os amigos e amoroso. Ele tinha muitos amigos. Fiquei sem chão quando vi o nome dele na lista. Nós estamos muito vulneráveis. A gente trabalha, lida com vidas, é o nosso recurso humano”, disse, emocionada.
A professora avalia que este atentado, apesar de traumático, fará com as pessoas reflitam sobre a mediação de conflitos nas escolas e um olhar diferenciado para os adolescentes. “O papel da escola é mediar e não criar conflitos. Precisamos aprender a gerenciar emoções, a tratar a questão do bullying. Não inocentando o atirador, mas o Guilherme frequentava a mesma igreja que eu. É um aprendizado constante para que essa criança consiga se expressar".
A ajudante geral Cristina Rafael de Souza, 32 anos, veio com a filha, de 14 anos, que fez questão de prestar homenagens especialmente para os amigos Samuel e Caio. A jovem estuda no centro de línguas que funciona dentro da Escola Raul Brasil e estava no local no momento do tiroteiro. “Ela está muito abalada, não dormiu direito e nem comeu. Está sendo bem difícil”, relatou. Cristina contou que a filha ficou trancada dentro de uma sala de aula até que a polícia chegasse, mas, ao sair do local, viu os corpos de colegas que estavam no pátio da escola.

Homenagens

O pedreiro Antônio da Paz, 63 anos, veio de Guaianazes, bairro da zona leste paulistana, com um cartaz para pedir paz. “Vim trazer solidariedade para as famílias e trazer esse cartaz pra todo mundo ver que tem muita gente de coração nesse nosso Brasil”, disse à Agência Brasil. No cartaz, Antônio questiona o porquê de tanta violência e pede por uma cultura de paz nas escolas.
Jivanete Barbosa, 47 anos, não conhece pessoalmente nenhum dos mortos, mas disse estar abalada, assim como muitos moradores da cidade. “Moro aqui pertinho da escola. Minha filha estudou lá. Ela tem 26 anos. É uma escola muito boa. Eu soube da notícia e fiquei muito assustada. Vim aqui pra homenagear aqui as famílias”.
Edição: Valéria Aguiar

Por Camila Maciel – Repórter da Agência Brasil

Último lote do Abono Salarial ano-base 2017 será liberado hoje

Caixa Econômica Federal
O último lote do Abono Salarial ano-base 2017 será liberado hoje (14). A data marca o início do pagamento do nono lote do benefício, destinado a trabalhadores da iniciativa privada nascidos em maio e junho e servidores públicos com final da inscrição 8 e 9. A estimativa do Ministério da Economia é que R$ 3,1 bilhões sejam destinados a 3,9 milhões de pessoas.
O prazo final para o saque de todos aqueles que têm direito ao Abono 2017 é 28 de junho. Depois dessa data, o recurso volta para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Beneficiários que são correntistas da Caixa Econômica Federal, responsável pelo pagamento do PIS (iniciativa privada), tiveram os valores depositados em suas contas na última terça-feira (12). A consulta pode ser feita pessoalmente, pela internet ou pelo telefone 0800-726 02 07.
Para servidores públicos, a referência é o Banco do Brasil, que também fornece informações pessoalmente, pela internet ou pelo telefone 0800-729 00 01.
Tem direito ao Abono Salarial ano-base 2017 quem estava inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, trabalhou formalmente por pelo menos 30 dias em 2017, teve remuneração mensal média de até dois salários mínimos e seus dados foram informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).
O valor a que cada trabalhador tem direito é proporcional ao tempo trabalhado formalmente em 2017. Quem esteve empregado por todo o ano recebe o equivalente a um salário mínimo (R$ 998). Aquele que esteve empregado por apenas 30 dias pode sacar o valor mínimo, que é de R$ 84 – o equivalente a 1/12 do salário mínimo –, e assim sucessivamente.
O Abono Salarial ano-base 2017 começou a ser pago em julho de 2018. O calendário de recebimento leva em consideração o mês de nascimento, para trabalhadores da iniciativa privada, e o número final da inscrição, para servidores públicos.
Edição: Valéria Aguiar

Por Da Agência Brasil

Sesc leva a todo o país a terceira edição do Projeto Arte da Palavra

O Serviço Social do Comércio (Sesc) promove, em todo o país, a terceira edição do projeto Arte da Palavra – Rede Sesc de Leitura. Pesquisa feita pelo Ibope mostrou que 44% da população brasileira não têm o hábito de ler e 30% nunca compraram um livro, .
O projeto do Sesc foi iniciado esta semana e vai percorrer, até dezembro deste ano, 93 municípios, reunindo 84 artistas, entre escritores, poetas, rappers (discurso rítmico com rimas e poesia), contadores de histórias, que vão dialogar com o público durante bate-papos, oficinas e apresentações poéticas. Todas as atividades são abertas à população e gratuitas.
Lançado em 2017, o Arte da Palavra tem uma curadoria coletiva, feita por especialistas do Sesc de todo o país, que seleciona escritores nacionais para participarem do circuito. No ano passado, cerca de 30 mil pessoas foram beneficiadas diretamente.
Com a finalidade de destacar a literatura nacional, o Arte da Palavra se divide em três circuitos. O primeiro envolve os autores e é voltado para a divulgação de escritores. O segundo trata das oralidades e reúne contadores de histórias, saraus e apresentações que mesclam poesia com outras manifestações artísticas. O terceiro circuito abrange a criação literária e será composto por oficinas variadas, com o objetivo de exercitar a prática da escrita em suas diferentes manifestações e criar leitores com maior bagagem cultural.
Um dado curioso é que o projeto leva autores de um estado para se apresentarem em outros, fazendo com que a parte literária circule pelo Brasil inteiro, ao mesmo tempo em que democratiza a cultura e valoriza a diversidade cultural.
O Arte da Palavra 2019 destaca a participação do escritor carioca de livros policiais Raphael Montes, da escritora gaúcha Luisa Geisler, revelada pelo Prêmio Sesc de Literatura, da jovem poeta de Brasília Meimei Bastos, da autora paraense de literatura indígena Marcia Kambeba, do poeta paulista multifacetado André Vallias e do contador de histórias Francisco Gregório Filho.
 Edição: Graça Adjuto
Por Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil 

Marielle: familiares pedem esclarecimento sobre mandante do crime

Irmã da vereadora diz que prisões desta semana são grande passo

Anielle Franco, irmã da vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada em março, fala à imprensa após reunião com o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, general Richard Nunes, no Centro Integrado de Comando e Controle.

A necessidade de esclarecer os possíveis mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes manterá a cobrança sobre a Polícia Civil e o Ministério Público fluminense. O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), com quem Marielle  trabalhou, destacou que ainda é preciso revelar a motivação do crime.
“Quem matou Marielle não foi apenas quem apertou o gatilho. Quem matou Marielle foi quem planejou a sua morte, foi quem desejou a sua morte, foi quem contratou, foi quem politicamente desejou eliminar Marielle. É muito importante para o país saber quem mandou matar Marielle, qual o objetivo político e qual a motivação”, disse Freixo.
A irmã da vereadora, Anielle Franco, considerou que as prisões desta semana são um grande passo, e o pai dela, Antônio Francisco da Silva, disse que sua angústia diminui um pouco.
A viúva de Anderson Gomes, Ághata Reis, ponderou que as prisões são só um começo. “O que aconteceu foi muito maior do que a gente poderia imaginar. É realmente um divisor de águas. A prisão desses dois é só um começo, um pontapé. Tem muita coisa ainda para ser descoberta, para que a gente ponha um ponto final no nosso sofrimento. Queremos descobrir o mais rápido se houve um mandante”
A viúva de Marielle, Mônica Benício, afirmou que a solução completa do caso é um dever do Estado com a sociedade, a democracia e os familiares das vítimas. “A gente tem que pensar que mais importante que prender mercenários é responder à questão mais urgente e necessária de todas, que é quem mandou matar a Marielle e qual foi a motivação para o crime. Espero não ter que aguardar mais um ano para ter essa resposta”, disse Mônica.
Edição: Luiza Damé e Graça Adjuto


Mandante é questão para 2ª fase do caso Marielle, dizem autoridades

Vereadora Marielle Franco, do PSOL do Rio de Janeiro, foi assassinada em 14 de março de 2018
Nos protestos que há um ano cobram a solução do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, a pergunta "quem matou?" esteve sempre junta de "quem mandou matar?". Ao prenderem dois suspeitos nesta semana, a Polícia Civil e o Ministério Público apresentaram sua resposta para a primeira. A identidade de possíveis mandantes é uma das perguntas que vão guiar a segunda fase da investigação, que já está em curso.
O chefe da Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro, delegado Giniton Lages, deixou claro ontem que as equipes continuam a apuração de outros suspeitos de envolvimento no crime. Apesar de apenas dois mandados de prisão terem sido cumpridos na última terça (12), contra o policial militar reformado Ronnie Lessa, suspeito de atirar, e o ex-PM Élcio Vieira de Queiroz, suspeito de dirigir o Colbalt que seguiu Marielle, os policiais civis cumpriram 34 mandados de busca e apreensão. Um dia depois, mais 16 mandados de busca foram cumpridos e cinco pessoas prestaram depoimento, sendo um bombeiro, dois policiais militares e dois empresários.
"O caso ainda está em aberto", resumiu Giniton Lages, ao apresentar os resultados da investigação na última terça, após um ano de sigilo. O segredo em relação aos dados da investigação vai continuar na segunda fase, adiantou ele, que não descartou a possibilidade de os assassinos terem agido por conta própria. "Se ele [Ronnie Lessa] resolveu da cabeça dele, é uma hipótese, está em aberto. Se ele recebeu para fazê-lo, está em aberto. Por isso que a segunda fase é muito difícil". 
Ontem, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse haver grande probabilidade de que os assassinos tiveram um mandante e informou que a segunda fase contará com técnicas de investigação próximas das usadas contra organizações criminosas, com análise de documentos já apreendidos, oitiva de testemunhas e delação premiada. Os advogados dos dois suspeitos presos, entretanto, afastam a possibilidade de acordos de colaboração e afirmam que seus clientes são inocentes.
A investigação, no entanto, não será mais coordenada na Polícia Civil pelo delegado Giniton Lages, que foi convidado pelo governador para participar de um intercâmbio na Itália para estudar formas de combate a organizações criminosas como a Máfia. Giniton vai ajudar a elaborar um programa de aperfeiçoamento para delegados fluminenses e um programa de intercâmbio no Rio de Janeiro para policiais italianos.
"Convidei porque ele está cansado, está esgotado. É uma investigação que teve um certo esgotamento da pessoa", disse o governador, que afirmou acreditar que a troca da chefia da investigação não vai prejudicá-la. "Aquela investigação que foi feita, o conhecimento foi compartilhado com outros delegados. Outros delegados têm o mesmo conhecimento de como foi produzida a prova".

Perfil

Em uma entrevista coletiva concedida nesta semana, o investigador que conduziu o caso até aqui evitou revelar parte das técnicas utilizadas para identificar os suspeitos, para preservar sua eficácia. "Como fizeram um crime praticamente perfeito, tivemos que inverter a ordem das coisas: não é dos vestígios para os autores, mas dos autores para os vestígios".
O delegado lembrou que não foi possível contar com o relato ou reconhecimento de testemunhas para identificar os criminosos, já que o carro tinha um insufilm escuro, e o atirador usava touca ninja. Imagens de câmeras ajudaram com informações sobre o carro, mas tampouco mostraram os assassinos, que ficaram desde cerca das 17h20 até mais de 21h12, hora do crime, sem sair do carro. Até mesmo informações captadas em interceptações telefônicas e ligações anônimas ao Disque Denúncia se mostraram insuficientes, segundo o delegado, que precisou juntar um pouco de tudo e trabalhar em um perfil dos criminosos, acompanhando passos de suspeitos nos momentos anteriores e posteriores ao assassinato. 
O perfil do atirador Ronnie Lessa, descreveu Giniton, inclui ter sido treinado no Batalhão de Operações Especiais (Bope) e também atuação na Polícia Civil. Ronnie mora em um condomínio de luxo na Praia da Barra da Tijuca e, segundo palavras do delegado, "tinha uma obsessão e um desejo de morte" contra pessoas que militam à esquerda na política. Apesar de o indiciamento incluir o agravante motivo torpe, a investigação da motivação do crime continua, inclusive para que sejam identificados possíveis mandantes do assassinato de Marielle, crime que levou também ao assassinato do motorista Anderson Gomes e à tentativa de assassinato da assessora Fernanda Chavez, que estava no carro e sobreviveu aos disparos. 
Ao cumprir um dos mandados de busca na última terça-feira contra Lessa, a polícia encontrou peças para a montagem de 117 fuzis do tipo M-16, no endereço de um amigo do PM reformado. A apreensão dos armamentos de grosso calibre foi considerada a maior já realizada no estado, superando a apreensão de 60 fuzis no Aeroporto do Galeão, em 2017. O amigo de Lessa, Alexandre Motta, foi preso. Seu advogado afirma que ele não sabia o que estava nas caixas que Lessa havia pedido para que guardasse em seu apartamento. A defesa de Lessa nega que ele seja dono das armas.
Os nomes de Ronnie Lessa e Alexandre Mota também apareceram vinculados a uma lancha avaliada em R$ 600 mil, apreendida no condomínio de luxo Porto Gallo, em Angra dos Reis. Segundo a Polícia, Mota era laranja de Lessa, e a lancha estava em seu nome. As investigações também apontam que o PM reformado é dono de um terreno no mesmo condomínio. 

Carro clonado

Uma das perguntas que a investigação vai buscar responder na próxima fase é o paradeiro do carro utilizado no crime e como se deu seu processo de clonagem. Durante a investigação, os policiais chegaram a conferir 126 proprietários do automóvel Chevrolet Colbalt Modelo LS, cor prata, em toda a cidade do Rio de Janeiro. O carro usado no crime é clone de outro que estava em uma garagem da zona sul da cidade no momento do assassinato. Uma equipe de agentes está dedicada a esse fragmento da investigação, segundo Giniton.
"Quem fez esse carro? Preciso alcançar esse partícipe. Ele terá que ser preso e responsabilizado no caso Marielle", disse o delegado, que também afirmou que é preciso eliminar de vez a hipótese de haver uma terceira pessoa dentro do carro no momento do crime.
Em um ano, o caso Marielle e Anderson mobilizou 47 policiais civis dedicados exclusivamente a essa investigação. Mais de 5,7 mil páginas foram produzidas, em um inquérito que tem 29 volumes e ouviu 230 testemunhas. O número de linhas telefônicas interceptadas chega a 314.
Edição: Luiza Damé e Graça Adjuto

Por Vinicius Lisboa - Repórter da Agência Brasil 

Cinemateca Brasileira abre Mostra Mulheres, câmeras e telas

Começa hoje (14) na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, a Mostra Mulheres, câmeras e telas, que visa a dar maior projeção a obras dirigidas por mulheres. Nesta segunda edição, serão exibidos dois filmes raros: India Song (1975), com direção da francesa Marguerite Duras, muito conhecida também por seu trabalho literário, e O pequeno exército louco (1984), primeiro filme da brasileira Lúcia Murat, que aborda as forças em disputa pelo poder na Nicarágua, como as tropas norte-americanas que chegaram na década de 1930, e a Frente Sandinista de Libertação Nacional.
Outro destaque da programação é o documentário O caso do homem errado (2017). Sob direção de Camila de Moraes, o filme conta a história de Júlio César, um jovem negro que foi executado pela polícia, na década de 1980 em Porto Alegre, ao ser confundido com um assaltante
A entrada para as sessões, que terminam no dia 31 de março, é gratuita, e os ingressos poderão ser retirados na bilheteria da Cinemateca uma hora antes da exibição. A programação completa pode ser conferida no site da instituição.
Edição: Graça Adjuto

Ninguém acertou seis dezenas da Mega-Sena; prêmio vai a R$ 11 milhões

Mega-Sena, loterias, lotéricas
Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do prêmio principal do Concurso 2.133 da Mega-Sena. O sorteio foi realizado na noite de hoje (13) em Itupeva (SP).
As dezenas sorteadas são: 19 - 20 - 26 - 51 - 52 - 57.
O próximo concurso será sorteado no sábado (16) e tem prêmio estimado em R$ 11 milhões.
A quina teve 32 apostas ganhadoras, e cada uma vai receber prêmio de R$ 58.792,56. 
A quadra saiu para 2.790 apostas que receberão, cada uma, R$ 963,31.
Edição: Sabrina Craide


Um dia depois da tragédia, Suzano se prepara para velórios e enterros

Homenagens às vítimas do tiroteio na escola Raul Brasil, em Suzano, São Paulo.
A população de Suzano, a 57 quilômetros de São Paulo, amanheceu hoje (14) questionando o por quê do massacre na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em que morreram dez pessoas e há 11 feridos. A quinta-feira feira será um dia de despedidas. Estão previstos velórios e enterros.
A cidade, com mais de 1,3 milhão de habitantes, se prepara para o luto oficial de três dias e o velório coletivo na Arena Suzano, no Parque Max Feffer. Cinco estudantes foram assassinados pelos atiradores Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, além de duas funcionárias da escola e o tio de um dos responsáveis pelo ataque. Os dois atiradores também morreram.
Amanhã (15), por orientação da prefeitura, os educadores se reunirão para definir as ações que serão tomadas com os 26 mil alunos das escolas públicas municipais. O objetivo é adotar medidas para combater a violência e o assédio moral no esforço de estabelecer a cultura de paz.

Assistência

Equipes de psicólogos vão apoiar o trabalho. Eles se colocaram à disposição, ao lado de assistentes sociais, psiquiatras, enfermeiros e terapeutas ocupacionais, para ajudar os amigos e parentes das vítimas. Só ontem cerca de 200 pessoas passaram pelo local.
Para a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o crime foi meticulosamente organizado. Os jovens atacaram, primeiro, Jorge Antônio Moraes, tio de um deles, em uma locadora. Depois, roubaram um carro e saíram em disparada na direção da escola. No colégio, eles entraram e partiram para os ataques.
Segundo as investigações, os atiradores utilizaram um revólver calibre 38, uma besta (espécie de arma antiga que se assemelha ao arco e flecha) e uma machadinha. Eles só pararam quando se viram cercados pela polícia e sem saída. Neste momento, um dos jovens atirou no outro e depois se matou.

Histórico

De acordo com os policiais, Guilherme Taucci Monteiro e Luiz Henrique de Castro estudaram no colégio, que se transformou em palco da tragédia. Eles moravam perto de uma das vítimas, que sobreviveu, e próximo à escola.
O secretário de Educação de São Paulo, Rossieli Soares, disse que Guilherme Monteiro estudou no colégio até 2017 e não havia registro de mau comportamento ou qualquer tipo de dificiuldade. Mas, no ano passado, ele abandonou o colégio e estava sendo acompanhado para retornar à sala de aula.

*Matéria alterada para correção de informação no segundo parágrafo
Edição: Renata Giraldi e Graça Adjuto


Por Agência Brasil