sábado, 24 de dezembro de 2016

Feliz Natal

Desejo à todos os amigos e amigas, leitores deste Blog, um Natal repleto de muita Luz, Paz, Harmonia e muito Amor, que o Espírito Natalino se faça presente não só neste período do Ano, que a Estrela que simboliza o nascimento do Menino Jesus permaneça em cada Lar, a cada dia, na vida de todos, trazendo muitas prosperidades e realizações.
Esses são os mais sinceros votos de um Feliz Natal, para todos.

At. Andrier Souza (Administrador deste Blog)

Em Breve, inauguração do Jack,s Bar






































Em Breve, a inauguração do mais um Novo Bar no Bairro do Paraíso: Jackson,Bar, no antigo Bar do Chiquinho; aguardem. Org. Jackson

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Ministro anuncia que policiais poderão usar armas apreendidas com criminosos

Os policiais poderão utilizar fuzis e metralhadoras retirados do crime, que antes eram destruídos.


O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, anunciou hoje (22) que as armas de fogo apreendidas com criminosos poderão ser doadas a órgãos de segurança pública. O decreto que trata da questão foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira. Os policiais poderão utilizar fuzis e metralhadoras retirados do crime, que antes eram destruídos. A declaração foi dada em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, na assinatura de convênio com o governo paulista.
De acordo com o Decreto 8.938, “as armas apreendidas serão encaminhadas pelo juiz competente ao Comando do Exército, no prazo máximo de 48 horas, para destruição ou doação aos órgãos de segurança pública ou às Forças Armadas”.
Segundo o ministro, o decreto passa a autorizar que as polícias possam utilizar fuzis, metralhadoras e armamentos que apreendem, desde que peçam autorização. “Esse armamento vai ser cadastrado e o armamento deve estar em boa utilização. Isso é importantíssimo”, disse o ministro, que acredita que a medida trará economia aos cofres públicos.
Moraes disse que somente este ano, somando todas as polícias estaduais, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal foram apreendidos 873 fuzis. “Pelo preço do dólar, US$ 8,5 mil dólares cada fuzil, mais os custos de importação, são R$ 30 milhões que as forças de segurança do país acabam economizando só dos apreendidos esse ano”, disse Moraes. Segundo ele, há outros armamentos que foram apreendidos nos anos anteriores e que o Exército ainda está guardando.
“A partir de agora cada polícia que apreendeu tem prioridade no recebimento. No final do ano [de 2016] e em janeiro [de 2015], nós vamos iniciar essa distribuição [dos armamentos]”, disse o ministro.
Para que haja o repasse das armas, os órgãos de segurança pública ou das Forças Armadas responsáveis pela apreensão terão que manifestar interesse pelas armas apreendidas. O pedido deverá ser feito ao Ministério da Justiça e Cidadania ou ao Comando do Exército no prazo de até dez dias, contado da data de envio das armas ao Comando do Exército. As pastas avaliarão o pedido.
Se o órgão que apreendeu, não manifestar interesse, os demais órgãos de segurança pública poderão fazer a solicitação das armas.

Indulto natalino terá critérios mais rígidos para crimes violentos, diz ministro

Tradicionalmente, vinha sendo aplicado um requisito geral de pena de até seis anos, independentemente do crime cometido.


O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse que amanhã (23) será publicado o indulto natalino com uma lógica diferente do que vinha sendo publicado ano a ano. “Pela primeira vez, nós separamos: de um lado, os crimes sem violência ou grave ameaça, e, de outro lado, crimes com violência ou com grave ameaça à pessoa. Quando todos os indultos anteriores, pouco importava isso. Na verdade, era o tamanho da pena só [que importava], sem fazer essa divisão”, disse em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, na qual firmou convênios com o estado paulista.
Segundo o ministro, o decreto de indulto é uma opção de política criminal. “Se é uma opção de política criminal, é uma sinalização, seja para a criminalidade, para quem está preso, seja para a sociedade, do que realmente se pretende combater de forma mais dura, do que se pretende como prioridade na questão da criminalidade”, disse o ministro.

Moraes explicou que, em relação aos crimes praticados com violência, grave ameaça, roubo, roubo qualificado, homicídio, os requisitos para a concessão do indulto serão mais duros. Tradicionalmente, vinha sendo aplicado um requisito geral de pena de até seis anos, independentemente do crime cometido. “Crimes mais graves, até quatro anos, [terão] os requisitos mais pesados; de quatro a oito, mais [pesados] ainda; e crime grave com pena superior a oito anos não terá indulto, porque são crimes graves e a pessoa deve cumprir a sua pena”, disse.
Segundo Moraes, essa divisão foi feita para que os requisitos para concessão do indulto de crimes menores não se iguale àqueles dos crimes mais graves. “Essa alteração [é] importante porque na questão dos crimes sem violência ou grave ameaça, presentes obviamente requisitos temporais e de comportamento, mas há um limite de quem foi condenado até 12 anos. Quando o limite anterior eram 20 anos”, disse. “A política criminal importante com o novo indulto é essa: crimes sem violência ou grave ameaça, a ideia é que não há necessidade de ficar muito tempo”.

Avião com 118 pessoas a bordo é sequestrado na Líbia

Segundo a imprensa local, dois sequestradores ameaçaram explodir o avião.


Um avião da companhia aérea Afriqiyah Airways que fazia um voo interno na Líbia foi sequestrado nesta sexta-feira (23) e desviado para Malta. O Airbus A320 estaria com 118 pessoas a bordo.  Segundo a imprensa local, dois sequestradores ameaçaram explodir o avião. A informação é da Agência Ansa.
O primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat, confirmou a informação em seu Twitter. "Informado da possível situação de sequestro em um voo interno líbio desviado para Malta. Operações de segurança e emergência em espera", escreveu.

Lava Jato, crise política, impeachment e disputa entre Poderes marcaram 2016

Nos últimos meses, uma crise entre poderes teve como protagonistas Câmara, Senado e Supremo Tribunal Federal.


O ano de 2016 será lembrado por crises políticas, mas, para entender o que ocorreu nos últimos 12 meses, é preciso voltar ao fim de 2015. No dia 2 de dezembro de 2015, o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aceitou pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, abrindo um período de tensão política. Os desdobramentos e descobertas da Operação Lava Jato elevaram a temperatura, com a prisão de parlamentares, ex-ministros e empresários. Nos últimos meses, uma crise entre poderes teve como protagonistas Câmara, Senado e Supremo Tribunal Federal (STF).
Cunha, que enfrentava processo no Conselho de Ética, anunciou que aceitaria o pedido de impeachment, apresentado pelos advogados Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr e Janaina Paschoal, horas depois de o PT decidir que seus três representantes no colegiado votariam pela cassação. Dez meses depois, Cunha perdeu o mandato e foi preso pela Polícia Federal em Curitiba.
O ano começou tenso. Em fevereiro, na sessão de abertura dos trabalhos do Congresso Nacional, a então presidenta Dilma foi vaiada por deputados e senadores ao defender a volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) para tentar estabilizar a economia. A relação entre o Executivo e o Legislativo foi difícil todo o tempo. Relembre alguns dos principais fatos que marcaram a política em 2016.
Delcídio é solto e João Santana, preso
Em fevereiro, depois de passar 87 dias preso, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), que foi líder do governo Dilma na Casa, é solto. Delcídio teve prisão decretada pelo STF por tentar atrapalhar as apurações da Lava Jato. Em 19 de fevereiro, o STF, revogou a prisão preventiva do senador, determinando recolhimento domiciliar no período noturno e dias de folga. No fim do mês, na primeira das 19 fases da Operação Lava Jato em 2016, o juiz federal Sérgio Moro decretou a prisão do publicitário João Santana, responsável pelas campanhas eleitorais de Lula, em 2006, e de Dilma, em 2010 e 2014.

Lula é conduzido para depor e termina o ano como réu em cinco processos
Em março, após assinar acordo de colaboração com o Ministério Público Federal, Delcídio acusa Lula e Dilma de tentarem barrar a Lava Jato. No dia seguinte à acusação, por determinação de Moro, Lula é conduzido coercitivamente à sala da Polícia Federal no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, para prestar depoimento sobre sua suposta participação no esquema de fraudes na Petrobras. A decisão do juiz gerou manifestações de protesto e de apoio ao ex-presidente. Lula e seus advogados classificaram a condução coercitiva de “arbitrária, ilegal e injustificável”. Ao longo do ano, o ex-presidente tornou-se réu em cinco ações penais: três ações na Justiça Federal em Brasília e duas no âmbito da Lava Jato.
Lula é nomeado ministro da Casa Civil e grampos telefônicos são divulgados
Em 16 de março, em meio a rumores sobre a possibilidade de prisão de Lula,  Dilma nomeia o ex-presidente ministro da Casa Civil. No mesmo dia, Moro divulga o conteúdo da gravação de uma conversa telefônica em que Dilma avisa a Lula que enviava a ele o termo de posse para que usasse “em caso de necessidade”. A divulgação do grampo provocou reações da base aliada, da oposição e da sociedade. O Palácio do Planalto considerou a divulgação da conversa uma "violação da lei e da Constituição". A oposição acusou Dilma de usar o cargo para proteger Lula, que, como ministro, teria direito a foro privilegiado.
No dia 17, Lula toma posse na Casa Civil, mas, um dia depois, o ministro do STF Gilmar Mendes concede liminar a um pedido feito pelo PSDB e PPS e suspende a eficácia da nomeação, além de manter a competência da Justiça de primeira instância para analisar procedimentos criminais contra Lula.
Câmara aprova impeachment de Dilma
Isolada politicamente e com grande rejeição popular, em 17 de abril a presidenta Dilma é afastada do cargo. Após três meses de debates, a Comissão Especial do Impeachment da Câmara aprovou, por 38 votos a 27,  o relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) para abrir o processo de impeachment contra a então presidenta pela prática de crime de responsabilidade. Três dias depois, com 367 votos a favor, 137 contra e 7 abstenções, o plenário deu parecer favorável ao afastamento de Dilma. No domingo, 17 de abril, em sessão que durou quase 10 horas, a Câmara aceitou o pedido de impeachment.
Gim Argello é preso
No dia 12 de abril, é preso o ex-senador Gim Argello (PTB-DF), cujo nome foi citado nas delações de Delcídio do Amaral e do dono da UTC, Ricardo Pessoa. A força-tarefa da Lava Jato diz ter evidências de que Argello pediu R$ 5 milhões em propina para a UTC Engenharia e R$ 350 mil para a OAS.
STF afasta Eduardo Cunha
No dia 5 de maio, Eduardo Cunha é afastado do mandato e da presidência da Câmara por decisão unânime do STF, que atendeu pedido apresentado quase cinco meses antes pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Antes de o plenário do STF decidir pelo afastamento de Cunha, o ministro Teori Zavascki concedeu liminar suspendendo o deputado do mandato. Relator dos processos da Lava Jato no STF, Teori afirma que a permanência de Cunha no cargo representava risco para as investigações penais.

Temer assume Presidência interinamente
Na manhã de 12 maio, após uma madrugada de discussões, por 55 votos a favor e 22 contra, o Senado aceita a denúncia. Dilma é afastada do cargo e o vice-presidente Michel Temer assume a Presidência interinamente por 180 dias, até a votação final do processo. No mesmo dia, Temer deu posse a novos ministros. No primeiro pronunciamento oficial como presidente, Temer manifesta "respeito institucional pela presidenta Dilma Rousseff", diz que o país precisa “equilibrar as contas públicas para retomar o crescimento” e defende a Operação Lava Jato.
Primeiras baixas
Passados 11 dias de governo interino, o ministro do Planejamento, Romero Jucá, é afastado após a divulgação de gravações em que ele sugere, em diálogo gravado pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, uma ação política para barrar o avanço da Lava Jato.  Jucá reassume o mandato de senador e nega ter tentado atrapalhar as investigações. Uma semana depois, outra gravação de Machado é divulgada e envolve o então ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Silveira. Ele critica a Lava Jato e orienta o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o próprio Machado sobre como se comportar em relação à Procuradoria-Geral da República.
Tia Eron decide cassação de Cunha
Em junho, o Conselho de Ética aprova o parecer pela cassação do mandato de Eduardo Cunha. Foram oito meses de tramitação, no processo mais longo da história do colegiado. Indicada para o Conselho de Ética em abril, Tia Eron (PRB-BA), que ainda não tinha tornado pública sua decisão. Seu voto, decisivo, foi pela cassação.
Lava Jato derruba terceiro ministro
Pouco mais de um mês da posse, em 16 de junho, deixa o cargo o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, também citado em depoimento do ex-presidente da Transpetro. Acusado de ter recebido propina disfarçada de doação eleitoral no valor de R$ 1,55 milhão, Alves nega.
Ex-ministro Paulo Bernardo é preso
Em 23 de junho, Paulo Bernardo, ex-ministro dos governos Lula e Dilma, é preso, sob a acusação de fazer parte de um esquema de fraudes em contratos de prestação de serviços de informática no valor de R$ 100 milhões, entre os anos de 2010 e 2015, no Ministério do Planejamento. Na ocasião, Carlos Gabas, que foi ministro da Previdência no governo Dilma, foi alvo de busca e apreensão.
Advogado-geral da União sai
Em 9 de agosto, após desentendimento com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, por ter pedido acesso a inquéritos de políticos envolvidos na Lava Jato sem comunicar a Temer, o advogado-geral da União, Fábio Medina Osório, deixa o cargo. Ele acusa o governo de “querer abafar a Lava Jato”. O Planalto nega.
Congresso aprova PEC do Teto de Gastos
Pouco mais de um mês após assumir a Presidência interinamente, Temer envia ao Congresso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos públicos por duas décadas à inflação. Ao tomar posse, Temer prometeu a medida para melhorar o ritmo da economia do país. A PEC foi criticada pela oposição e por diversos setores da sociedade. A medida foi aprovada pela Câmara e pelo Senado em dezembro, e já integra a Constituição.
Senado aprova impeachment; Temer assume definitivamente
As grades que dividiram as pistas da Esplanada dos Ministérios em abril, quando a Câmara aprovou a abertura do processo de impeachment, voltam a ser instaladas no dia 29 de agosto, quando Dilma vai ao Senado fazer, pessoalmente, sua defesa no processo de impeachment. Durante mais de 13 horas, ela responde a perguntas de 48 senadores, e nega, com veemência, ter cometido crime de responsabilidade. Dois dias depois, o então presidente do STF, Ricardo Lewandowski, comanda a sessão em que 61 senadores votam pelo afastamento de Dilma e e 20, contra. Lewandowski surpreende e aceita pedido para votar separadamente se, com o impeachment, Dilma fica inelegível por oito anos e impedida de exercer funções pública. Na segunda votação, o quórum foi insuficiente para impedir Dilma de exercer cargos públicos, e ela manteve os direitos políticos.
Neste dia, Dilma e Temer recebem a notificação do Senado e, à tarde, ele assume definitivamente a Presidência. Pouco antes de deixar o Palácio do Planalto, Dilma afirma que o impeachment foi “o segundo golpe de Estado" que enfrentou na vida”. Segundo Dilma, os senadores que votaram por seu afastamento definitivo “consumaram um golpe parlamentar”.
Já Temer, em seu primeiro pronunciamento oficial como presidente, promete colocar o “país nos trilhos” durante os dois anos e quatro meses restantes do mandato. Ele rebate a tese de que o impeachment foi um “golpe”, como afirmam os aliados de Dilma.
Eduardo Cunha cassado
Onze meses depois da abertura do processo no Conselho de Ética, no dia 13 de setembro, a Câmara cassou o mandato de Eduardo Cunha por 450 votos a favor e 10 contra. Com isso, Cunha fica inelegível até 2027 e perde o foro privilegiado. Ao se defender no plenário da Casa, o deputado chora, diz que é vítima de perseguição política, por ter aceitado o pedido de impeachment e nega ter no exterior contas não declaradas.
Lava Jato prende Mantega e Palocci 
Em setembro, na 34ª fase da Lava Jato, o juiz Sérgio Moro decreta prisão temporária do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. O cumprimento do mandado de prisão pela Polícia Federal provoca polêmica, já que Mantega acompanhava a mulher, que se tratava de um câncer em um hospital de São Paulo. Horas depois, o próprio Moro revogou a prisão. Mantega é acusado de atuar com empreiteiras para fraudar contratos da Petrobras para pagamentos de dívidas de campanha do PT.
Quatro dias depois, em 26 de setembro, é preso Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda no governo Lula e da Casa Civil, na gestão de Dilma. Citado na delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, Palocci está preso em Curitiba.
Cunha é preso pela PF
No dia 19 de outubro, Sérgio Moro decreta a prisão do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que perdeu o foro privilegiado após ter o mandato cassado. Preso preventivamente em Brasília, sob acusação de receber propina de contrato de exploração de Petróleo no Benin, na África, e de usar contas na Suíça para lavar dinheiro, Cunha foi levado para Curitiba.
Crise entre Poderes
Mais um episódio da crise entre Legislativo e Judiciário, em 2016, ocorreu no final de outubro, após o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), criticar o fato de o juiz da primeira instância Vallisney Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal em Brasília, autorizar uma operação  da Polícia Federal no Senado. A Operação Métis resultou na prisão de quatro policiais legislativos suspeitos de prestar serviço de contrainteligência para ajudar senadores investigados em operações como a Lava Jato.
Ao anunciar uma ação do STF contra a decisão do magistrado, Calheiros disse que “um juizeco de primeira instância” não poderia ter autorização a operação no Senado. Para ele, isso só poderia ocorrer por decisão do STF. Também sobraram críticas ao ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, chamado por Renan de "chefete de polícia".
No dia seguinte, em 25 de outubro, a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, rebateu, dizendo “onde um juiz for destratado, eu também sou”. Cármen Lúcia ainda alegou que estava com a agenda cheia para não aceitar um convite do presidente Michel Temer para participar de uma reunião com Renan e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.
Já em 26 de outubro, Cármen Lúcia agendou para o dia 3 de novembro o julgamento da ação que poderia tirar Renan da presidência do Senado. No dia 27, o ministro Teori Zavascki, acolheu a representação do policial legislativo do Senado Federal Antônio Tavares dos Santos Neto e suspendeu provisoriamente os efeitos da Operação Métis, da Polícia Federal.
Ex-governadores do Rio são presos
Em novembro, foram presos dois ex-governadores do Rio de Janeiro; Anthony Garotinho e Sérgio Cabral. No dia 16, Anthony Garotinho, que exercia o cargo de secretário de governo do município de Campos dos Goytacazes, foi preso por agentes da Polícia Federal. Ele é um dos investigados na operação que apura o uso do programa social Cheque Cidadão para compra de votos na cidade de Campos em 2016. Após a prisão, Garotinho passou mal e foi levado para o Hospital Souza Aguiar, onde passou por avaliação médica. No dia seguinte, ao ser transferido para o Complexo Penitenciário de Bangu, Garotinho tentou evitar ser colocado dentro de uma ambulância por policiais, mas a cena foi vista em todo o país. No dia 24 de novembro, o plenário do TSE concedeu habeas corpus ao ex-governador do Rio, que foi solto, mas ficou proibido de manter contato com testemunhas do caso e de entrar no município de Campos até o final da instrução processual.
Em 17 de novembro, um dia depois de Garotinho ser preso, seu sucessor no governo do estado, Sérgio Cabral foi preso na Operação Calicute, um desdobramento da Lava Jato. Acusado de cobrar suborno em contratos com o Poder Público, Cabral foi levado para o presídio de Bangu. Dias depois, a Justiça determinou a prisão de Adriana Ancelmo, esposa de Cabral. Os dois continuam presos.
Calero x Geddel
Em novembro, Temer, que extinguiu e recriou o Ministério da Cultura em maio, nomeia Marcelo Calero para a pasta. Seis meses depois, Calero pede demissão e acusa o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, de pressioná-lo para mudar uma decisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), contrária à construção de um edifício em Salvador, no qual Geddel comprou um apartamento. Articulador político do governo, Geddel nega ter pressionado Calero e diz que só conversou com ele sobre o assunto. No dia 24 de novembro, Calero disse à Polícia Federal que Temer o "enquadrou" para encontrar uma solução, pois o impasse provocava "dificuldades operacionais” no governo. Temer confirma a conversa com Calero, mas nega ter feito pressão. Geddel, então, pede exoneração do cargo. Em 15 de dezembro, a Comissão de Ética Pública da Presidência da República aprova "censura pública” a Geddel por causa do episódio, que repercutiu negativamente na popularidade do governo.
Governo apresenta reforma da Previdência
Na reta final da tramitação da PEC do Teto de Gastos no Senado, o governo envia ao Congresso a proposta de emenda à Constituição que muda as regras do sistema previdenciário. A equipe econômica argumenta que, com as regras atuais, o país não terá condições de pagar benefícios no futuro. A oposição contesta e as centrais sindicais criticam diversos pontos da reforma. Um dos pontos da reforma é a definição de uma idade mínima para a aposentadoria: 65 anos, tanto no caso de homens quanto de mulheres. Além disso, o tempo de contribuição mínimo será de 25 anos.
Medidas de combate à corrupção
Depois de oito meses de tramitação, a Câmara aprova, com mudanças significativas, o pacote anticorrupção proposto pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela força-tarefa da Lava Jato. As Dez Medidas de Combate à Corrupção, que chegaram ao Congresso na forma de projeto de iniciativa popular, com mais de 2 milhões de assinaturas, transformam-se em quatro, após o crivo dos deputados, que incluem temas considerados polêmicos, como a lei de abuso de autoridade. A proposta de punição a juízes e membros do Ministério Público por abuso de autoridade provocou reação imediata do MPF e do Judiciário, segundo os quais os deputados “desconfiguraram” o projeto original, agiram contra a Lava Jato e em causa própria. Depois de o texto ser enviado ao Senado, no dia 14 de dezembro, o ministro Luiz Fux suspendeu a tramitação do projeto. Fux entendeu que houve erro de tramitação na Câmara e determinou a devolução do processo à Casa para nova votação. Tanto a Câmara quanto o Senado recorreram da liminar por considerarem que a decisão viola a separação dos Poderes. A decisão em plenário ficou para 2017.
STF tenta afastar Renan da Presidência do Senado
No dia do anúncio da PEC da Reforma da Previdência, o ministro Marco Aurélio, do STF, concede liminar para afastar Renan Calheiros da presidência do Senado, por ele ter se tornado réu em ação na Corte. A justificativa é que réus não podem ocupar a linha sucessória da Presidência. Renan nega-se a  receber a notificação judicial na noite em que a liminar foi expedida. No dia seguinte, apoiado pela Mesa Diretora do Senado, Renan diz que aguardará a decisão do plenário do STF. No dia 7 de dezembro, por 6 votos a 3, o plenário do STF rejeita o afastamento de Renan, mantendo-o no cargo, mas sem direito de ocupar a Presidência da República. Como presidente do Senado, Renan seria o segundo na linha sucessória, em caso de ausência do presidente. O primeiro é o presidente da Câmara.
Impactos da delação da Odebrecht
A 20 dias do fim de 2016, em delação premiada entregue ao MPF, o ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho diz que o presidente Michel Temer, quando disputou a reeleição como vice na chapa de Dilma em 2014, pediu “apoio financeiro” do grupo. Segundo Melo Filho, o então presidente do grupo, Marcelo Odebrecht, comprometeu-se com o repasse de R$ 10 milhões para as campanhas do PMDB. O delator cita ainda o ministro Eliseu Padilha, o secretário executivo do Programa de Parcerias de Investimentos, Moreira Franco, os presidentes da Câmara e do Senado, além de políticos de diferentes partidos. Todos os citados negam ter cometido ilícitos. Em documento enviado ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o presidente Temer pediu celeridade às investigações oriundas da delação da maior empreiteira do país.
STF recebe delações da Odebrecht
Em 19 de dezembro, Janot envia ao STF os acordos de delação premiada de 77 executivos da Odebrecht, firmados com a força-tarefa de investigadores do MPF na Lava Jato. Os documentos estão trancados em uma sala-cofre. Com isso, cabe ao ministro Teori Zavascki decidir pela homologação dos depoimentos, fase em que as oitivas passam a ter validade jurídica. Na segunda-feira (19), após a última sessão do STF neste ano, Zavascki informa que vai trabalhar durante o recesso para analisar os depoimentos dos executivos da Odebrecht.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Doença misteriosa causa queda de 70% na venda de peixes em Salvador

Fapesba emitiu uma nota onde “condena o boato” de que a causa da doença é o pescado em geral.


A hipótese de que o consumo de peixe vem causando uma doença misteriosa em Salvador provocou uma redução de quase 70% nas vendas de pescado, principalmente no litoral Norte, região de praias famosas e bem frequentadas neste verão.
A informação é da Federação dos Pescadores e Aquicultores do Estado da Bahia (Fapesba), que emitiu, hoje (21), uma nota onde “condena o boato” de que a causa da doença é o pescado em geral.
Segundo o presidente da Fapesba, Raimundo Costa, os boatos alimentam o pânico na população, que deixa de consumir peixes e causa impacto na renda dos trabalhadores que têm a pesca como fonte de renda, sobretudo, no período da alta estação, que começa agora em dezembro.
“Nós já estamos passando por uma crise financeira nacional, e essa informação em plena véspera de Natal, Ano Novo, chegada do verão e o fluxo de turismo aumentando, impacta qualquer comércio ligado ao pescado. Isso interferiu na economia dos trabalhadores e na economia do estado também, sobretudo, de Salvador”, argumenta.
Dores musculares e febre
Até ontem (20), a Secretaria de Saúde da Bahia havia notificado 22 pessoas com fortes dores musculares, sem relatos de dores de cabeça ou febre e com identificação de urina preta , além de insuficiência renal em alguns pacientes.
A Fapesba destacou, na nota de hoje, que os casos registrados estão sendo investigados pelo Laboratório de Virologia da Universidade Federal da Bahia, que identificou a presença de vírus nas amostras de sangue dos pacientes.
O pesquisador do laboratório, Gúbio Soares, disse à  Agência Brasil que as causas dos sintomas devem ser confirmadas até o fim do ano. Ele opinou que a associação da doença ao consumo de peixes é precoce, argumento utilizado, também, pela Fapesb.
Ao fim da nota, a Federação dos Pescadores diz que a população é advertida sobre o consumo de peixes, que não apresentam riscos comprovados, quando manuseados e conservados de forma higiênica e adequada. O texto reitera a importância de se comer peixes e acrescenta que “sua vulnerabilidade à contaminação é a mesma de qualquer outro alimento”.

Carteira Nacional de Habilitação terá novo modelo a partir de janeiro

Elementos gráficos trarão mais segurança e dificultará a falsificação.


A partir do dia 2 de janeiro, a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) vai ter novas cores e itens de segurança para atender à nova regulamentação do Contran (Conselho Nacional de Trânsito).

De acordo com informações do Detran-SP (Departamento de Trânsito de São Paulo), uma das principais alterações será a troca da tinta azul esverdeada da tarja que fica no topo do documento atual, acima da foto de identificação do cidadão, para a cor preta. A impressão continua em alto relevo e a tarja passa a ter o mapa do estado responsável pela emissão da CNH, do lado direito.

No alto do lado esquerdo, sob o brasão da República, a imagem do mapa do Brasil passa a ser impressa com tinta especial de segurança, que também dificulta a falsificação. Todo o fundo do documento vai ficar mais amarelado e alguns elementos gráficos, como números, poderão ser conferidos com o uso de luz ultravioleta.

O documento também ganhará brasões da República impressos que só serão vistos com o uso de luz negra. Na parte de baixo, o documento ganha uma holografia com a sigla CNH impressa repetidas vezes. Além disso, aparecem novos fios de microletras que também servem para dificultar falsificações.
Os itens de controle de segurança incluem mais elementos em relevo e em microimpressão. O documento ganhará um código numérico de validação composto pelos dados individuais de cada CNH. Esse código vai permitir aos agentes de trânsito validar a habilitação por meio de um aplicativo que deve ser disponibilizado pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

A nova CNH também terá dois números de identificação nacional - Registro Nacional e Número do Espelho da CNH - e um número de identificação estadual, que é do formulário Renach (Registro Nacional de Condutores Habilitados).

Todas as carteiras de motoristas solicitadas a partir de janeiro virão com o novo desenho. Os condutores não precisarão trocar as suas CNHs atuais que ainda estão dentro da validade pelo novo documento, segundo informou o Detran.

As mudanças impactam apenas no design da CNH, os procedimentos para obter a habilitação permanecem os mesmos.

Associações pedem ao Supremo suspensão da PEC da Previdência

Em função do recesso na Corte, o pedido de liminar está com a presidente do STF, Cármen Lúcia.


Associações de aposentados e confederações de trabalhadores recorreram hoje (21) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma da Previdência, que está em tramitação na Câmara dos Deputados. Em função do recesso na Corte, o pedido de liminar está com a presidente do Supremo, Cármen Lúcia.
Na ação, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria Química (CNTQ), a Federação dos Empregados de Autônomos de São Paulo e o Sindicato Nacional dos Aposentados da Força Sindical alegam que a PEC restringe direitos dos trabalhadores.
“Ainda que, pelo amor ao argumento, se a PEC 287/2016 não tem o condão de extirpar os direitos dos trabalhadores brasileiros, há que se afirmar no mínimo, que visa pura e simplesmente sua redução drástica, muito distante do mínimo garantido pela Declaração Universal dos Direitos do Homem, como já dito anteriormente, o que mais uma vez evidencia sua inconstitucionalidade”, sustentam as entidades.
Reforma
reforma da Previdência enviada ao Congresso Nacional estabelece a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres se aposentarem e tempo mínimo de contribuição de 25 anos. Essa regra valerá para homens com idade inferior a 50 anos e mulheres com menos de 45 anos.
Embora a idade mínima seja de 65 anos na proposta, a regra poderá ser alterada automaticamente a depender a expectativa de vida do brasileiro, elevando assim esse teto mínimo, segundo o secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano,. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publica esses dados periodicamente.
Agência Brasil

Sobe para 36 o número de mortes em explosão no México

Acidente ocorreu no fim da tarde de ontem na cidade de Tultepec, a cerca de 50 quilômetros da capital.


Eduardo Verdugo/AP
Sobe para 36 o número de mortes causadas por explosão em um mercado de materiais pirotécnicos no México.
Sobe para 36 o número de mortes causadas por explosão em um mercado de materiais pirotécnicos no México. Há 72 pessoas feridas, de acordo com o último balanço de vítimas, divulgado nesta manhã (21).
Uma explosão em um mercado de fogos de artifício provocou a morte de 36 pessoas no México. O acidente ocorreu no fim da tarde de ontem (20), na cidade de Tultepec, a cerca de 50 quilômetros da capital do país. De acordo com o governador do Estado do México, Eruviel Avila, a maioria das vítimas faleceu no local. Apenas três pessoas foram levadas a hospitais, mas não resistiram. Outras 70 estão internadas.
O mercado conta com 300 lojas e possui uma legislação restrita de medidas de segurança, justamente por comercializar material pirotécnico. Aproximadamente 80% da população de Tultepec vive da fabricação de materiais e fogos de artifício, usados em festas nacionais e celebrações religiosas. Para este fim de ano, a cidade planejava vender 100 toneladas de fogos pirotécnicos. O presidente do México, Enrique Peña Nieto, enviou condolências às famílias das vítimas através de uma mensagem no Twitter.

Venezuela informa que não há mais brasileiros retidos no país

Segundo o Itamaraty, ontem as autoridades venezuelanas reabriram a fronteira para o trânsito de pedestres.


Dois dias depois de o governo da Venezuela liberar a passagem de brasileiros que não conseguiam deixar o país devido ao fechamento da fronteira, o Ministério de Relações Exteriores informou hoje (21) não haver mais brasileiros retidos em solo venezuelano.
Segundo o Itamaraty, ontem (20) as autoridades venezuelanas reabriram a fronteira para o trânsito de pedestres e a passagem para veículos está ocorrendo diariamente às 14 h (hora local em Santa Elena).
Ainda de acordo com o Itamaraty, os brasileiros que desejem cruzar a fronteira em seus veículos devem procurar o vice-consulado em Santa Elena de Uairén para incluir, até as 13 h, os nomes em lista a ser entregue às autoridades venezuelanas de fronteira.
O problema teve início quando presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, decidiu fechar a fronteira da Venezuela terrestre com o Brasil, no último dia 13, sob a justificativa de combater máfias que atuam para retirar de circulação as notas de maior valor da moeda do país, as de 100 bolívares, provocando instabilidade econômica e social.
Desde a tarde da última segunda-feira (19), os brasileiros começaram a deixar a Venezuela após apresentarem ao Exército venezuelano nomes e documentos. Na ocasião, o vice-consulado do Brasil na cidade venezuelana estimava em cerca de 100 o número de brasileiros que tentavam sair do país desde o fechamento da fronteira.
Cerca de 50 pessoas chegaram a entrar em contato com o Itamaraty, informando falta de dinheiro e de comida.

Explosão em mercado de fogos no México deixa 26 mortos e ao menos 70 feridos

A maioria dos feridos apresenta queimaduras em várias partes do corpo.


a3A explosão em um mercado especializado em fogos de artifício na comunidade de Tulpetec, no subúrbio da Cidade do México, matou 26 pessoas nesta terça-feira, informou o procurador Alejandro Gómez. As informações são da AFP.
"No local dos fatos contamos 26 corpos" sem vida, disse à imprensa o procurador do Estado do México.
Segundo a Polícia Federal, ao menos 70 feridos, muitos em estado grave, foram levados a hospitais da região.
A maioria dos feridos apresenta queimaduras em várias partes do corpo e em alguns casos foi necessário realizar a evacuação por via aérea.
De acordo com as autoridades, várias pessoas permanecem desaparecidas.
A explosão ocorreu às 14H50 local (18H50 Brasília) no mercado de fogos conhecido como San Pablito, repleto de pessoas devido às festas de final de ano.
Três horas após a explosão, o incêndio estava extinto e os corpos de emergência procuravam mais vítimas entre os escombros.
No local ainda ocorrem pequenas explosões, mas segundo a Defesa Civil são deflagrações controladas para consumir a pólvora que permaneceu em algumas das mais de 300 barracas do enorme mercado.
Imagens da rede Televisa mostram uma série de explosões multicoloridas antes da formação de um grande cogumelo de fumaça sobre o local.
"O mercado desapareceu totalmente", disse Puente, acrescentando que várias casas vizinhas e automóveis foram danificados pela explosão.
"Minhas condolências aos familiares dos que perderam a vida neste acidente e meus desejos de breve recuperação para os feridos", escreveu o presidente Enrique Peña Nieto no Twitter.
Ao local foram enviados elementos do Exército e equipes de emergência para resgatar os feridos com ambulâncias e helicópteros.
"Escutamos as detonações e pensamos que era uma fábrica de fogos próxima", disse à AFP Alejandra Pretel, que mora nas proximidades. Mas após "cinco minutos percebemos que era o mercado".
As TVs locais exibiram imagens de uma ampla área devastada rodeada de ambulâncias e carros de bombeiros.
As autoridades investigam a causa da tragédia, que já ocorreu em outras duas ocasiões no mercado.
Em 15 de setembro de 2005, um incêndio e explosões destruíram o mesmo mercado. No ano seguinte, outro acidente destruiu mais de 200 barracas.

Odebrecht fecha acordo de leniência com EUA e Suíça

Segundo o Ministério Público Federal, é o maior acordo em um caso de corrupção no mundo.


A força-tarefa de procuradores que atuam nas investigações da Operação Lava Jato confirmou hoje (21) que a empreiteira Odebrecht fechou acordo de leniência com os Estados Unidos e a Suíça. De acordo com as cláusulas, a empresa se comprometeu a pagar multa de R$ 8,5 bilhões para que sejam suspensas todas ações que envolvem a empreiteira e a Braskem, uma das empresas do grupo.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), é o maior acordo em um caso de corrupção no mundo. Ao fechar o acordo, a empreiteira se comprometeu a revelar todos os fatos ilícitos praticados na Petrobras e em outros órgãos do Poder Público envolvendo os governos federal, estadual e municipal. Em troca das informações, a Odebrecht poderá continuar a exercer suas atividades.

"Os acordos de leniência e de colaboração premiada firmados ao longo dos dois últimos anos pela força-tarefa da operação Lava Jato foram essenciais para a expansão das investigações e o desvelamento do maior esquema de corrupção já investigado no Brasil. Possibilitaram ainda o ressarcimento de prejuízos causados aos cofres públicos em cifras recordes, que se encontram dentre as maiores em acordos da espécie no mundo", diz nota do MPF.
Delação
Além do acordo de leniência, executivos da Odebrecht assinaram acordo de delação premiada no qual foram citados nomes de políticos para quem a empresa fez doações de campanha, que teriam origem ilícita. Os depoimentos foram enviados na segunda-feira (19) ao Supremo Tribunal Federal para homologação.

Polícia desarticula associação criminosa que matou e jogou corpos de 17 vítimas no rio

As vítimas eram mortas a tiros ou com facadas e após o homicídio, os corpos eram jogados no rio.


Arquivo
Durante seis meses, os policiais civis analisaram inquéritos de homicídios que haviam ocorrido no Paço da Pátria e verificaram que o modus operandi de várias mortes era o mesmo.
Uma investigação realizada pela Delegacia de homicídios da Zona Leste que faz parte da Divisão de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de Natal, resultou na prisão de seis homens e de uma mulher que são suspeitos de terem matado e depois jogado os corpos de 17 pessoas no rio Potengi. Durante seis meses, os policiais civis analisaram inquéritos de homicídios que haviam ocorrido no Paço da Pátria, em Natal e verificaram que o modus operandi de várias mortes era o mesmo. As vítimas eram mortas a tiros ou com facadas e após o homicídio, os corpos eram jogados no rio.

O cumprimento dos mandados de prisões preventivas está dentro das ações da Operação Guardião e aconteceu na manhã desta quarta-feira (21), sendo comandado pelo diretor da DHPP, delegado Ben-Hur de Medeiros. “De acordo com a nossa investigação, os suspeitos são integrantes do Sindicato do RN e executaram as vítimas por motivos ligados ao tráfico de drogas na região. Os homens detidos têm participação para a efetivação dos homicídios ocorridos. Já a mulher que foi presa na ação, tinha acesso a informações do grupo e fazia repasse de dados”, detalhou Ben-Hur de Medeiros.
O delegado-geral de Polícia Civil, Claiton Pinho, destaca o apoio da população na realização de denúncias anônimas. “A ação realizada nesta quarta-feira é integrada a Operação Guardiãoda Secretaria de Segurança Pública e da Defesa Social (SESED), iniciada no dia 21 de novembro, que tem como objetivo o cumprimento de mandados de prisão de diversos tipos de crimes, dentre eles homicídios e tráfico de drogas. Através de investigações, prendemos essa associação criminosa que vinha agindo na região do Paço da Pátria, e assassinando pessoas por banalidade, e com isso esperamos finalizar o ano com um saldo positivo de muitos autores de crimes presos, além de uma diminuição do número de homicídios. Estamos trabalhando para coibir ações de autores de crimes violentos letais e intencionais (CVLI) não só na capital, mas também no interior do estado. Contamos com o apoio da população para a realização de denúncias, que podem ser feitas de forma anônima através do número 181”, detalha o delegado-geral Claiton Pinho.
Duas prisões foram cumpridas dentro de presídios, a de Tales Afonso Alexandre de Farias, 21 anos e de Danrley Anselmo da Silva, 19 anos, ambos já estavam presos por outros crimes. Os outros cinco integrantes foram detidos no Paço da Pátria, são eles: Elton Cezar Souza Rocha, 30 anos; Vanessa Mariela da Silva, 24 anos; Nicolas Ferreira de Araújo Torres, 21 anos; Jefferson Rodrigo dos Santos, 29 anos e Artur Patrick dos Santos Dionísio, 24 anos.
Lista das vítimas e datas dos homicídios:
  1. Leonardo Moreira de França, vulgo Bene – 06.01.16
  2. Paulo Henrique Penha da Silva – 06.01.16
  3. Felipe Matheus Farias Ferreira – 15.03.16
  4. Jeová Oliveira Barbosa – 25.03.16
  5. Eronilde de Melo – Vulgo Negão – 27.03.16
  6. Wlademir Alex de Oliveira – 03.06.16
  7. Diego Almeida Dantas Silva – 09.06.16
  8. Thayron Igor Alves da Silva – 19.06.16
  9. Carlos Jefferson da Silva – vulgo Porquinho – 04.10.16
  10. Romário Costa da Silva – vulgo Dentão – 21.11.16
  11. Francisco Canindé Rocha Furtado
  12. Maxsuel Nunes de Souza – 06.06.15
  13. Igor Maximino de Lima – 26.04.15
  14. Ivan Anderson Mateus Nunes – 03.04.15
  15. Homem não identificado – 19.01.16
  16. Homem não identificado – 12.07.16
  17. Mulher não identificada – 13.10.16 

Assembleia Legislativa aprova Lei Orçamentária para 2017 em R$ 12,3 bilhões

O montante será dividido em R$ 7,6 bilhões do Orçamento Fiscal e R$ 4,6 do Orçamento da Seguridade Social.


João Gilberto/ALRN
O orçamento aprovado pelos deputados estaduais para custeio e investimento público do Governo do Estado em 2017 recebeu 350 emendas parlamentares.
O orçamento aprovado pelos deputados estaduais para custeio e investimento público do Governo do Estado em 2017 recebeu 350 emendas parlamentares. Na tarde desta quarta-feira (21) o Projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) - que estima a receita e fixa as despesas para o exercício de 2017 – foi finalizado em R$ 12,3 bilhões. O montante será dividido em R$ 7,6 bilhões do Orçamento Fiscal e R$ 4,6 do Orçamento da Seguridade Social.

A peça orçamentária chegou à Casa em setembro e tramitou na Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF), presidida pelo deputado Tomba Farias (PSB), com relatoria do deputado George Soares (PR). O projeto analisado reflete a situação financeira do Estado com congelamento no orçamento dos Poderes e dos órgãos autônomos. Houve uma queda no índice de repasse do valor global de 23% para 21% e ampliação da margem de remanejamento de recursos pelo Executivo em 2%, ficando o total de 12%.

“O Poder Legislativo cumpre seu papel de mediador junto aos demais poderes, setores sociais, sindicais e empresariais. Fizemos uma discussão orçamentária bastante participativa e alinhada com a realidade. Nestas negociações as partes entenderam o atual momento de escassez de recursos. Além disto, fomos propositivos. Diante da crise, o Poder Legislativo partiu na frente anunciando cortes e mantendo o orçamento de 2017 nos parâmetros de 2016, assim como já tínhamos proposto no orçamento de 2015”, avaliou o deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa.

Antes da votação, os parlamentares se reuniram na Comissão de Fiscalização e Finanças (CFF) e ajustaram o relatório final do orçamento, dentro do entendimento estabelecido entre os Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e órgãos Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado. A comissão discutiu e aprovou o redimensionamento do Orçamento Geral do Estado (OGE) para o exercício de 2017 em função de o Tribunal de Justiça ter aberto mão do valor de R$ 83 milhões.

Com a nova redistribuição dos recursos, o Tribunal de Justiça vai ficar com R$ 822,8 milhões: a Assembleia Legislativa com R$ 334,8 milhões; o Ministério Público com R$ 302,5 Tribunal de Contas com R$ 91,2 e a Defensoria Pública com 30,5 milhões.

De acordo com o relator, as cerca de 350 emendas foram uma forma para atender os Poderes e órgãos autônomos. Os deputados não alteraram os valores previstos no projeto original, destinados à Saúde, Educação e Segurança. Para a Saúde, permaneceu o valor de R$ 1,41 bilhões; Educação R$ 1,62 bilhões. A Segurança Pública receberá recursos na ordem de R$ 1,2 bilhões.

A proposta compreende o Orçamento Fiscal, referente aos poderes do Estado, seus Fundos, Órgãos e Entidades da administração Direta e Indireta; Orçamento da Seguridade Social, abrangendo todos os Fundos, Órgãos e Entidades da Administração Estadual Direta e Indireta; e Orçamento de Investimento das Empresas em que o Estado, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto.

Discussão

Durante a sessão, a matéria foi debatida pelos 21 parlamentares presentes. O deputado George Soares (PR), relator da peça considera que esse ano o projeto mais técnico da Casa foi amplamente discutido e avaliado.  “Foi um fato histórico, quando proporcionamos o congelamento do repasse para os poderes e órgãos autônomos. Agora com a devolução de recursos do Tribunal de Justiça há condições de aprovação do Projeto Original”, disse o deputado George. O relator disse que examinou todas as demandas e proposições das categorias dos servidores e poderes, buscando a solução mais adequada.

“Os recursos são limitados e as demandas crescentes. Significa necessariamente uma eleição de prioridades. Os principais problemas do nosso Estado vão muito além da Lei Orçamentária Anual”, disse George. O relator destacou que foi procurado por sindicatos e entidades do setor produtivo para discutir a execução orçamentária. Destacou o esforço para reduzir o déficit orçamentário, que estava na ordem de R$ 449 milhões e foi reduzido para R$ 88 milhões, numa queda de 80%. “O fato dos poderes terem concordado com o congelamento, bloqueou os possíveis aumentos dos percentuais de repasse aos poderes, minimizando as perdas do Executivo”, destaca George. No caso da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, a redução anual foi de mais de R$ 12 milhões anuais.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

MPF pede cancelamento de concessão de TV Tropical e mais cinco rádios no RN

Constituição veda que senadores e deputados, como José Agripino e Felipe Maia, sejam sócios ou associados de pessoas jurídicas concessionárias de rádios ou TVs

O Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN) ajuizou uma ação civil púbica contra a União, TV Tropical, Rádio Libertadora Mossoroense e outras quatro rádios com o objetivo de obter o cancelamento da concessão do serviço de radiodifusão sonora ou de som e imagens. O MPF sustenta que fere a Constituição Federal o fato de o senador José Agripino Maia e o filho dele, deputado federal Felipe Catalão Maia, figurarem como sócios dessas empresas.

A ação civil pública é resultado de dois inquéritos civis que foram instaurados a partir de denúncias de possível violação aos preceitos constitucionais decorrentes da figuração de titulares de mandato eletivo no quadro societário de pessoas jurídicas que detêm a outorga para explorar o serviço de radiodifusão. Durante o trâmite dos inquéritos, o MPF apurou que tanto a TV Tropical como a Rádio Libertadora Mossoroense - e as outas quatro rádios -, autorizadas a explorar o serviço de radiodifusão no estado, têm entre seus sócios José Agripino (senador desde 1995) e Felipe Maia (deputado federal desde 2007).

De acordo com ação, o serviço de radiodifusão constitui importante veículo de comunicação, sendo a adequada execução essencial para concretizar diversos preceitos fundamentais. O procurador da República Rodrigo Telles, que assina a ação, destaca que a liberdade de expressão, o direito à informação, a proteção da normalidade e legitimidade das eleições, do exercício do mandato eletivo e os demais preceitos fundamentais decorrentes do princípio democrático precisam ser preservados.

“Tais preceitos, em sua dimensão objetiva, são desrespeitados quando o serviço de radiodifusão não é prestado de forma adequada, situação que ocorre quando titulares de mandato eletivo figuram como sócios ou associados de pessoas jurídicas que exploram referido serviço. O potencial risco de que essas pessoas utilizem-se do serviço de radiodifusão para a defesa de seus interesses ou de terceiros, em prejuízo da escorreita transmissão de informações, constitui grave afronta à Constituição brasileira”, destaca trecho da ação.

Para o MPF, ao proibir que deputados e senadores firmem ou mantenham contrato com empresa concessionária de serviço público, o artigo 54, inciso I, alínea “a”, da Constituição, veda que parlamentares sejam sócios ou associados de pessoas jurídicas concessionárias do serviço público de radiodifusão. “E, assim o é em razão de seu potencial (da radiofusão) de funcionar também e, no mais das vezes, preponderadamente, como órgão de imprensa, impondo-se assim que a vedação incida inevitavelmente em face das empresas concessionárias que detenham em seus quadros sociais deputados e senadores”.

Na ação, o MPF pede o cancelamento da concessão, permissão e/ou autorização do serviço de radiodifusão sonora e de som e imagem outorgado à TV tropical, Rádio Libertadora Mossoroense, Rádio Ouro Branco, Alagamar Rádio Sociedade Ltda., Rádio Curimataú de Nova Cruz Ltda. e Rádio A Voz do Seridó.

Além disso, pede que a União, por intermédio do Ministério das Comunicações, seja condenada a realizar nova licitação para os serviços de radiodifusão outorgadas às rés e a se abster de conceder renovações ou futuras outorgas do serviço de radiodifusão às rés ou a outras pessoas jurídicas das quais José Agripino e Felipe Maia sejam ou venham a ser sócios, enquanto titulares de mandato eletivo.

Após o recebimento da ação (protocolada sob o número 0812074-38.2016.4.05.8400) pela Justiça Federal, José Agripino e Felipe Maia serão citados para apresentar contestação.


Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República no RN
Fones: (84) 3232-3960 / 3901 / 9119-9675

MEC lança programa de ensino técnico para estudantes do ensino médio

A formação é direcionada ao jovem do ensino médio e faz parte do Pronatec.


O ministro da Educação, Mendonça Filho, ao lado do presidente Michel Temer, anunciou hoje (20) o Mediotec. Trata-se de um braço do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) destinado a ofertar formação técnica e profissional a estudantes do ensino médio. Ao todo, serão ofertadas 82 mil vagas.
O Mediotec antecipa as mudanças estabelecidas na Medida Provisória 746/2016, que reforma a etapa de ensino. A formação é direcionada ao jovem do ensino médio e faz parte do Pronatec, mas traz a dupla certificação: o estudante conclui tanto o nível médio como o nível técnico.

“O programa dá mais autonomia para que os jovens possam definir o seu futuro do ponto de vista educacional das escolas de formação do nosso país”, diz Mendonça Filho. Destacou ainda que, no Brasil, 8,4% das matrículas do ensino médio estão articuladas a cursos de formação técnica. A porcentagem está aquém de países europeus, onde cerca de 40% das matrículas recebem essa formação.

“Temos que mudar essa realidade quando o jovem não tem acesso à formação técnica, mesmo que sonhe com o ensino superior, a rigor está comprometendo a sua perspectiva de futuro”, disse.

Segundo o ministro da Educação, R$ 700 milhões serão liberados ainda este ano para os estados. Em janeiro, haverá um novo repasse para as instituições privadas, Sistema S e institutos federais. Os recursos deste ano serão destinados a 18 estados e ao Distrito Federal, que possuem oferta de ensino técnico. As vagas serão disponibilizadas já em 2017.

Entre as alterações feitas no ensino médio pela medida provisória figura a possibilidade de o estudante escolher uma trajetória de formação, que pode ser: linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas, além da formação técnica e profissional. O programa vem fortalecer esse quinto eixo de formação.
Com o programa, o MEC retoma o crescimento da oferta de ensino técnico concomitante ao ensino médio. Em 2015, foram ofertadas 44 mil bolsas para estudantes do ensino médio. Em 2016, esse número caiu para 9,1 mil, segundo o ministério. "Vamos dobrar a oferta em relação a 2015 e aumentar em quase dez vezes o que foi ofertado em 2016", diz Mendonça Filho.

Tempo integral

Além do Mediotec, o ministro reforçou o Programa de Fomento à Implementação de Escolas em Tempo Integral para o Ensino Médio, lançado junto com a MP do Ensino Médio. Até o dia 9, o programa contava com 213 escolas aprovadas e outras 290 aprovadas com ressalvas. Segundo o ministro, 263 mil matrículas estão asseguradas para o próximo ano. Na primeira etapa, serão liberados R$ 150 milhões aos estados.

O objetivo do MEC é investir R$ 1,5 bilhão em dois anos para que 500 mil novos estudantes tenham a jornada escolar prolongada para sete horas por dia. O total de escolas inscritas no programa este ano atende a 290 mil alunos. Dessas, 83 tiveram a participação negada por não atender aos critérios estabelecidos.

Pelo Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado em 2014, o Brasil deve ter pelo menos 25% dos estudantes em tempo integral até 2024 no ensino médio – atualmente apenas 6,4% das matrículas são em tempo integral.
O PNE também estabelece que o Brasil deve triplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta e pelo menos 50% da expansão no segmento público. Em 2024, o país deve ofertar 5,2 milhões de matrículas. Em 2015, era 1,8 milhão de matrículas.

MEC contesta parecer de Janot sobre Medida Provisória do Ensino Médio

Procurador-geral defendeu que a MP não apresenta os requisitos de relevância e urgência para edição de medidas provisórias.


O Ministério da Educação (MEC) contestou hoje (20) o parecer do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a respeito da Medida Provisória do Ensino Médio (MP 746/2016). Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Janot defendeu que a MP não apresenta os requisitos de relevância e urgência para edição de medidas provisórias, além de ferir diversos princípios constitucionais.
Por meio de nota, a pasta diz que, apesar de respeitar o posicionamento de Janot, mantém o entendimento de que a MP obedece ao requisito constitucional da urgência e relevância. “É urgente apresentar à sociedade uma proposta para enfrentar o flagelo do ensino médio. É importante lembrar que, há 20 anos, o país discute a reforma do ensino médio sem avançar para torná-la realidade. Destaca ainda, que a MP teve admitida a sua constitucionalidade pelo Congresso Nacional”, diz.
A manifestação faz parte da análise da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.599, proposta pelo PSOL. Segundo o partido, a norma viola os pressupostos exigidos pela Constituição para edição de medidas provisórias. O partido sustenta que seria cristalina a ausência do requisito constitucional da urgência, além de desrespeitar o acesso amplo à educação e dificultar a redução de desigualdades, ao promover verdadeiro retrocesso social.

Para Jantot, a medida é inconstitucional e “o desfazimento dos efeitos da concretização da reforma do ensino médio desenhada pela MP 746/2016 conduziria a grave situação de insegurança jurídica e a severos prejuízos pedagógicos e pessoais para toda a comunidade”.
Para o Ministério da Educação, o atual sistema é “injusto” e provoca um alto grau de exclusão. “Adiar a reforma do ensino médio comprometeria uma geração de jovens, enredada num sistema de péssima qualidade com os piores resultados de aprendizagem em avaliações nacionais, como o Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica] que está estagnado, e internacionais, como o Pisa [Programa Internacional de Avaliação de Estudantes], no qual o Brasil piorou”.

Surto de Zika é estimulado pelo El Niño de 2015, diz estudo

Estudo revelou que em 2015, quando ocorreu o surto, o risco de transmissão foi maior na América do Sul.


O surto de Zika na América do Sul foi estimulado pelo fenômeno El Niño de 2015, segundo novo estudo divulgado nessa segunda-feira (19), prevendo que um potencial risco de transmissão sazonal para o vírus, transmitido pelo mosquito, pode existir no Sudeste dos Estados Unidos, Sul da Europa e outros lugares durante o verão.
O estudo, publicado na revista americana Proceedings of the National Academy of Science, utilizou um novo modelo epidemiológico que analisa como o clima afeta a propagação de Zika pelos seus principais vetores, o mosquito da dengue (Aedes aegypti) e o mosquito asiático (Aedes albopictus).
De acordo com pesquisadores da Universidade de Liverpool, o modelo utilizou a distribuição mundial de ambos os vetores, bem como fatores dependentes da temperatura, entre eles taxas de picada de mosquitos, taxas de mortalidade e taxas de desenvolvimento viral, para prever o efeito do clima na transmissão do vírus.
O estudo revelou que em 2015, quando ocorreu o surto de Zika, o risco de transmissão foi maior na América do Sul.
Os pesquisadores acreditam que isso é provavelmente devido a uma combinação do El Niño - fenômeno que ocorre naturalmente, com temperaturas acima do normal no Oceano Pacífico e provoca condições climáticas extremas em todo o mundo - e mudanças climáticas, criando ambiente propício para os vetores do mosquito.
El Niño ocorre de três a sete anos em intensidade variável, como o fenômeno de 2015, apelidado de "Godzilla", um dos mais fortes já registrados. Os efeitos podem incluir a seca severa, as chuvas pesadas e as elevações da temperatura na escala global.
Cyril Caminade, um pesquisador de epidemiologia e população que liderou o trabalho, disse em comunicado: "Foi sugerido que o vírus Zika provavelmente chegou ao Brasil a partir do Sudeste Asiático ou pelas ilhas do Pacífico em 2013. No entanto, o nosso modelo sugere que foram as condições de temperatura relacionadas com o El Niño de 2015 que desempenharam papel fundamental na ocorrência do surto - quase dois anos após a crença de que o vírus fosse introduzido no continente."
"Além do El Niño, outros fatores críticos podem ter desempenhado um papel na ampliação do surto, como a população sul-americana não exposta, o risco representado pelas viagens e o comércio, a virulência da estirpe do vírus Zika e outras infecções como a dengue".
Os pesquisadores disseram que o estudo prevê potencial risco de transmissão sazonal para o vírus Zika, no Sudeste dos Estados Unidos e, em menor escala, no Sul da Europa, durante o verão no Hemisfério Norte.
Eles também planejaram adaptar o modelo a outros vírus, como da chikungunya, com o objetivo de desenvolver sistemas de alerta precoce que poderiam ajudar as autoridades de saúde pública a se preparar ou até mesmo a prevenir futuros surtos.
A Organização Mundial da Saúde declarou recentemente que a Zika, que está ligada a defeitos congênitos e complicações neurológicas, não será mais tratada como emergência internacional, mas como  "desafio duradouro de saúde pública".
Agência Brasil