quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Unicef pede que debate eleitoral priorize crianças e adolescentes

Os direitos das crianças e dos adolescentes precisam ocupar um espaço prioritário nas eleições de 2018, defendeu hoje (22) o Fundo das Nações Unidas para as Crianças e Adolescentes (Unicef), que divulgou uma pauta de desafios e ações consideradas necessárias para obter avanços em áreas como saúde, educação e segurança.
O documento deve ser enviado ainda hoje para todos os candidatos à Presidência da República, e o fundo buscará encontrar os políticos para tratar das propostas. Em um segundo momento, o mesmo deve ser feito com os candidatos aos governos estaduais e do Distrito Federal.
A representante do Unicef no Brasil, Florence Bauer, avaliou que o país teve muitos avanços nos últimos anos, mas vive um cenário em que é preciso impedir retrocessos e responder a problemas que vêm se agravando, como a violência e a obesidade infantil. Mesmo nos avanços obtidos, como o acesso à educação, a redução da pobreza e da desnutrição, Florance avalia que é preciso combater desigualdades.
"O Brasil teve avanços impressionantes na educação, desnutrição crônica, e, ao mesmo tempo, a gente sabe que muitas crianças e adolescentes ficaram para trás", ponderou ela. que pede que os brasileiros avaliem as propostas de seus candidatos para crianças e adolescentes e priorizem esse tema na hora definir o voto.

Pobreza

O documento destaca seis áreas em que é preciso intervir com mudanças nas políticas públicas. Entre os problemas enumerados, o Unicef aponta que a pobreza ainda é uma realidade para 61% das crianças e adolescentes do Brasil, apesar da ascensão social de parte da sociedade nas últimas décadas. Para esse cálculo, o Unicef considerou não apenas as crianças e adolescentes que vivem em residências com renda insuficiente, mas também aquelas que não têm acesso à educação de qualidade, informação, saneamento, água segura para consumo, moradia adequada e proteção contra a violência. 
Segundo a agenda, 19% das crianças e adolescentes sofrem com vulnerabilidade extrema em algum desses direitos, população que soma 10,2 milhões de pessoas. A situação é mais grave quando é avaliada a situação da população negra e a das regiões Norte e Nordeste. 
Para conter essas privações, o Unicef propõe um maior detalhamento do orçamento público, especificando quanto é destinado a crianças e adolescentes. Essa medida permitiria um maior monitoramento das políticas públicas de forma multissetorial. O fundo também propõe que estudos como a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios e o Censo 2020 avaliem a efetivação dos direitos das crianças e adolescentes. 

Homicídios 

O Unicef também alertou sobre os altos índices de homicídios de crianças e adolescentes no país. Segundo dados apresentados, 31 crianças e adolescentes são assassinados no Brasil a cada dia, o que faz do país o lugar do mundo em que mais pessoas nessa faixa etária são assassinadas. A maior parte dessas mortes ocorre por disparo de armas de fogos, que, na visão do Unicef, precisam de maior controle.
"É mais perigoso ser adolescente do que ser um adulto no Brasil. Você tem mais chances de ser assassinado sendo um adolescente", destacou Florence.
O documento pede que os presidenciáveis busquem analisar as causas sociais da violência, façam um monitoramento para reduzir a vulnerabilidade de jovens em situação de risco e se comprometam a aumentar a investigação desses casos, que segundo pesquisadores ouvidos pelo Unicef, não passa de 10%. 
A prevenção de homicídios de adolescentes passa também por acompanhar esses jovens quando algum outro adolescente próximo a eles é assassinado, o que é um indicativo de vulnerabilidade, segundo o estudo.

Educação

Para a educação, o Unicef defende um reforço na busca ativa de estudantes que estão em situação de evasão escolar e uma valorização maior dos professores e das escolas, para tornar a educação mais atrativa. Para encontrar jovens que deixaram de estudar, o Unicef propõe uma aliança entre os setores de educação, saúde e assistência social, para potencializar a identificação de cada caso e entender as causas da exclusão escolar.
O documento considera que a falta de conexão entre os conteúdos ensinados e a realidade dos estudantes é um dos motivos para o "fracasso escolar". Além disso, o Unicef destaca que a discriminação contra pobres, LGBTs, pessoas com deficiência, negros e indígenas afasta essas populações da escola, assim como a gravidez na adolescência e a necessidade de trabalhar. 

Saúde

"Em 2016, pela primeira vez em 26 anos, as taxas de mortalidade infantil e na infância cresceram. E, desde 2015, as coberturas vacinais - que vinham se mantendo em patamares de excelência - entraram em uma tendência de queda", diz o texto, alerta o Unicef.
A representante do Unicef explica que um dos fatores para a queda da taxa de vacinação é a falsa percepção das pessoas de que determinadas doenças deixaram de ser um risco. "Ela [a vacinação] sofre do seu sucesso. Como houve níveis muito altos, algumas doenças já não estão visíveis, mas isso não quer dizer que elas não vão voltar. É preciso lembrar as pessoas que esse é um desafio compartilhado, que todo mundo precisa ser vacinado".
Entre outras ações, o Unicef recomenda o fortalecimento do Sistema Único de Saúde, a ampliação da estratégia de saúde da família em municípios vulneráveis e a sensibilização de gestores e profissionais de saúde para a prevenção de causas de óbito e a melhora da cobertura vacinal.

Nutrição

A queda de 50% na desnutrição infantil crônica entre 1996 e 2006 não chegou a toda a população brasileira, e 30% das crianças indígenas ainda são afetadas pelo problema. Ao mesmo tempo, o sobrepeso e a obesidade cresceram entre as crianças e adolescentes que passaram a ter mais acesso a alimentos e 10% das crianças brasileiras entre 5 e 9 anos estão acima do peso. 
O Unicef pede maior regulamentação da indústria de alimentos, com rotulagem mais claras no alerta do excesso de sódio, gordura e açúcar, além de refeições saudáveis na merenda escolar e restrições à propaganda de produtos ultraprocessados voltados às crianças.
Para conter o sedentarismo são propostos mais ambientes para atividades físicas nas escolas e espaços urbanos recreativos e seguros. O fundo também pede campanhas para incentivar o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade.

Participação política

O último dos seis pontos é a necessidade de estimular a participação dos adolescentes nas eleições. Segundo o fundo, houve uma queda de 230 mil eleitores de 16 a 18 anos em relação à campanha eleitoral de 2014, e é necessária a criação de espaços para os adolescentes possam participar da avaliação de políticas públicas, em tomadas de decisões nas escolas e outros serviços públicos, e estimular a formação de grêmios estudantis.
Para estimular a cobrança aos candidatos e debate sobre os temas apresentados, o Unicef lançou também uma plataforma online (www.unicef.org.br/maisquepromessas), que permite que a população interaja com os candidatos nas redes sociais e estimule posicionamentos sobre os direitos das crianças e adolescentes.
Edição: Sabrina Craide

Por Vinícius Lisboa - repórter da Agência Brasil

A 10 dias do fim da campanha, falta vacinar 5 milhões de crianças

Até agora, 56% delas já foram imunizados contra sarampo e pólio

Há pouco mais de uma semana do fim da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo, 5 milhões de crianças com idade entre 1 ano e 5 anos ainda precisam ser imunizadas. Dados do Ministério da Saúde mostram que, até o momento, 56% do público-alvo recebeu as doses previstas. A campanha termina em 31 de agosto.
Dia D de mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Sarampo.
Em todo o país, foram aplicadas 12,5 milhões de doses de vacina contra o sarampo e a pólio - Arquivo/Agência Brasil
De acordo com a pasta, foram aplicadas, em todo o país, mais de 12,5 milhões de doses das vacinas contra a pólio e o sarampo – cerca de 6,2 milhões de cada uma. A meta do governo federal é vacinar pelo menos 95% das 11,2 milhões de crianças na faixa etária estabelecida, independentemente de sua situação vacinal, e criar uma barreira sanitária de proteção da população.
Para a poliomielite, crianças que ainda não tomaram nenhuma dose na vida serão imunizadas com a Vacina Inativada Poliomielite (injetável), enquanto as que já tiverem tomado uma ou mais doses receberão a Vacina Oral Poliomielite (gotinha). Quanto ao sarampo, todas as crianças devem receber uma dose da vacina tríplice viral – com exceção para as que tenham sido vacinadas nos últimos 30 dias.
Segundo o ministério, entre os estados com menor cobertura na campanha, estão Rio de Janeiro, com 36,27% do público-alvo vacinado para pólio e 37,62% para sarampo, e Pará, que tem 41,04% para pólio e 41,04% para sarampo. Já os estados com melhor cobertura são Rondônia, com 88,89% para pólio e 87,42% para sarampo, e Amapá, com 82,74% para pólio e 82,58% para sarampo.
Casos
Atualmente, o país enfrenta pelo menos dois surtos de sarampo – em Roraima e no Amazonas. Até o momento, foram confirmados 1.087 casos de sarampo no Amazonas, enquanto 6.693 permanecem em investigação. Já o estado de Roraima confirmou 300 casos da doença, enquanto 67 continuam em investigação.
Há ainda casos isolados e relacionados à importação identificados nos seguintes estados: São Paulo (2); Rio de Janeiro (18); Rio Grande do Sul (16); Rondônia (1); Pernambuco (2); e Pará (2).
Edição: Nádia Franco
Por Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil

Partidos receberam R$ 1,3 bilhão para financiar campanha eleitoral

TSE mandou liberar recursos para 22 das 35 legendas que têm direito

Do total de R$ 1,7 bilhão do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mandou pagar cerca de R$ 1,3 bilhão para 22 dos 35 partidos políticos que têm direito aos recursos. Segundo o tribunal, DEM, Avante, PRB, Pros, PSC, PT, PTC, MDB, Patri, PHS, PMN, Pode, PPS, PR, PRP, PRTB, PSD, PSDB, PSL, PSOL, PV e SD receberam a verba para financiar a campanha eleitoral.
Mais 12 legendas – PSTU, PDT, PMB, PP, PTB, Rede, PCB, PCdoB, DC, PCO, PPL e PSB – tiveram o processo aprovado, e o TSE deve emitir as ordens de pagamento nos próximos dias. O partido Novo ainda não indicou ao TSE os critérios de distribuição do fundo para receber sua quota.
O Novo já se declarou contra a aplicação de recursos públicos no financiamento dos partidos e das campanhas eleitorais. “O Novo é mantido por seus filiados e doadores, não pelos impostos, pagos pelo cidadão”, diz o partido, que tem 19.026 filiados, segundo dados disponíveis no portal do TSE.
A legenda tem direito a R$ 980.691,10 do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Conforme o TSE, se o Novo não requisitar sua parcela do fundo, o valor será devolvido ao Tesouro Nacional até o fim deste ano.
Para receber os recursos do fundo, os partidos têm de formalizar o pedido no TSE e mandar a ata da reunião do diretório nacional que definiu os parâmetros de distribuição da verba. Entre os critérios, obrigatoriamente está a destinação de 30% do total para o custeio das campanhas das candidatas de cada partido.
O FEFC foi criado no ano passado, como parte da reforma política aprovada pelo Congresso Nacional. Os recursos estão previstos no Orçamento Geral da União e são a principal fonte de custeio das campanhas eleitorais, após a proibição das doações de empresas.
Veja a quanto cada partido tem direito:

                   Partido
            Valor
MDB                                                                                             


PT                                                                                                

PSDB


PP


PSB


PR


PSD


DEM


PRB


PTB


PDT


SD


Pode

PSC


PCdoB


PPS


PV


PSOL


PROS


PHS

Avante

Rede

Patri

PSL


PTC


PRP


DC

PMN


PRTB

PSTU

R$ 980.691,10

PPL
R$ 980.691,10

PCB

R$ 980.691,10

PCO

R$ 980.691,10

PMB

R$ 980.691,10

Novo
R$ 980.691,10

  Edição: Nádia Franco
Por Luiza Damé - Repórter da Agência Brasil

Missão da OEA discute com Temer detalhes da atuação de observadores

Cerca de 60 pessoas acompanharão as eleições de outubro no país

A equipe da Organização dos Estados Americanos (OEA) que virá ao Brasil observar as eleições de 2018 será formada por até 60 pessoas, espalhadas por diversos pontos do país, segundo a chefe da missão, Laura Chinchilla. Em encontro hoje (22) com o presidente Michel Temer no Palácio do Planalto, Laura discutiu detalhes da atuação dos observadores nesta que será a primeira missão no Brasil.
“A visita teve por objetivo obter informações, e com elas desenhar melhor nossa missão e formalizar a cooperação com as autoridades eleitorais”, disse Laura, ao informar que alguns desses protocolos serão assinados amanhã (23). "[Serviu] para explicar a ele [Temer] em que consiste o trabalho da missão”, acrescentou ao deixar o Palácio do Planalto.
Para executar esse trabalho, a chefe da missão contará com uma equipe de 50 a 60 observadores. “Teremos grupos espalhados por vários pontos do território, para verem de perto o processo e a organização das eleições”, acrescentou.
Laura lembrou que há mais de 50 anos a OEA faz esse tipo de observação em países do continente. “Esse trabalho consiste basicamente na integração de grupos de trabalhos formados por experts a par dos mais diversos temas relativos às eleições, como tecnologias, participação de mulheres, financiamento político, justiça eleitoral.”
Ainda hoje, às 18h, ela se reunirá com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, está prevista amanhã uma reunião o minsitro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira. Na oportunidade, será assinado acordo relativo a privilégios e imunidades dos observadores da OEA para as eleições de outubro.
Na sexta-feira (24), a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, receberá os integrantes da visita prévia da Missão de Observação Eleitoral. Eles também se encontrarão com o vice-procurador-geral Eleitoral, Humberto Jacques, além de assistir a uma demonstração do funcionamento da urna eletrônica.

Comitiva

Fazem parte do grupo que visita o Brasil o secretário para o Fortalecimento da Democracia da OEA, Francisco Guerrero, o diretor de Cooperação e Observação Eleitoral da OEA, Geraldo de Icaza, e do subchefe da Missão de Observação Eleitoral - Brasil, Ignacio Álvarez.
Segundo o TSE, após consultas entre o tribunal, a Presidência da República e o Ministério das Relações Exteriores, o governo brasileiro convidou, em setembro do ano passado, a OEA para observar as eleições deste ano.
Ao fim do processo, os observadores devem apresentar relatório com conclusões e recomendações. O documento é encaminhado às autoridades do país e, depois, ao Conselho Permanente da OEA, e servirá de base para a cooperação entre o organismo internacional e o país observado, com o objetivo de implementar as recomendações.
Desde a primeira missão, na Costa Rica em 1962, a OEA já enviou 250 missões a 27 países, entre eles, os Estados Unidos e o México.
Edição: Talita Cavalcante
Por Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil

Guia dá dicas de como fazer bom uso da internet nas eleições

O Comitê Gestor da Internet (CGI.Br) lançou um guia com orientações para estimular cidadãos a fazerem um bom uso da internet.
 
O manual traz dicas de como evitar problemas disseminados pelas tecnologias digitais, como as diversas formas de desinformação (práticas também conhecidas como as chamadas notícias falsas ou fake news no termo popularizado em inglês).
 
A internet gerou impactos fundamentais na política e faz parte da democracia e das disputas eleitorais.
Mensagens falsas, conteúdos de ódio ou discriminatórios, propaganda eleitoral paga e interação direta entre candidatos e eleitores em redes sociais e outras plataformas são uma realidade cada vez mais poderosa e já fazem parte da dinâmica da disputa que terá seu desfecho nas urnas em outubro.
 
O texto pondera que essas tecnologias não são neutras e é importante não confundir redes sociais com “praças digitais” marcadas pela liberdade plena.
 
Em vez disso, seria mais adequado entendê-las como shoppings, operados por empresas privadas, com regras próprias e que, mesmo com a gratuidade, envolvem custos ao acesso: os pacotes para navegar na internet e o uso de dados pessoais coletados para a difusão de publicidade segmentada.
 
Compreender essa lógica, acrescenta o guia, é importante para entender que o acesso a conteúdos em plataformas como TwitterGoogle ou Facebook é filtrado pelas regras, pelos critérios e pelos sistemas de cada empresa.
 
O eleitor deve tomar cuidado com o risco da personalização promovida pelas plataformas se transformar em “bolhas”, dentro das quais são privilegiados conteúdos próximos do que concordamos em vez de opiniões divergentes. E isso, em um momento de debate e confronto de propostas diferentes, pode ter um impacto relevante.
 
Evitando os efeitos negativos dessas características, os eleitores podem usar a internet como poderosa fonte de informações.
 
Podem, por exemplo, acessar programas de governo, promessas anteriores de candidatos, contas do governo e análise de órgãos de controle (como os tribunais de contas ou comissões de acompanhamento e inquérito), além de buscar possíveis processos judiciais envolvendo um candidato, acusações e eventuais condenações.
 
Pela internet circula também propaganda eleitoral oficial. Para além de envio de boletins por e-mail e dos sites, pela primeira vez candidatos e partidos poderão divulgar anúncios pagos (sejam conteúdos impulsionados, sejam resultados pagos de busca no Google). O guia lista casos proibidos pela legislação eleitoral, o que pode ser denunciado pelo eleitor.
 
Além de propaganda eleitoral paga irregular, o usuário também pode questionar outros abusos, como calúnias, injúrias, difamação e racismo. O Marco Civil da Internet (Lei 12.965, de 2014) prevê a possibilidade de solicitar à Justiça a remoção de um conteúdo caso ele viole de alguma forma a legislação brasileira. As plataformas podem ser responsabilizadas se não cumprirem determinações judiciais.

Desinformação

 O manual do CGI também discute formas de evitar a desinformação, definida como “conteúdos que visam propositalmente enganar o leitor usando estratégias para ocultar a intenção”, criados para produzir lucros ou comprometer a reputação de pessoas, inclusive candidatos e legendas.
 
O texto destaca que os usuários devem estar atentos, pois podem ser tanto vítimas quanto agentes de disseminação desse tipo de conteúdo.
 
“Além do cuidado com as fontes que usamos para formar nossa própria opinião, é fundamental que tenhamos cautela ao repassar informações que recebemos; mesmo as que pareçam muito com a verdade - ou com o que gostaríamos que fosse a verdade! - para não contribuir com a desinformação e nos tornar instrumentos de agentes cujos reais interesses desconhecemos”, recomenda o guia do Comitê Gestor da Internet.
 
Além dos cuidados dos usuários para reconhecer e não repassar desinformação, o manual defende o fortalecimento da liberdade de expressão, a proteção da privacidade e dos dados pessoais dos usuários e transparência para que eleitores possam distinguir conteúdos noticiosos, opinativos e propaganda paga, além de iniciativas de educação para a mídia que incentivem uma relação mais crítica das pessoas com dispositivos, aplicativos e plataformas.
Edição: Kleber Sampaio

Por Jonas Valente - Repórter da Agência Brasil

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Justiça faz novo esforço para julgar ações de violência contra mulher

Tribunais de Justiça de todos os estados e do Distrito Federal começam hoje (20) esforço concentrado para julgar casos de violência contra a mulher que tramitam nesses órgãos. O mutirão é parte da 11ª edição da Semana Justiça pela Paz em Casa, promovida há cinco anos. No total, em todas as edições, ocorreram 140 mil audiências, foram definidas 127 mil sentenças e expedidas 65 mil medidas protetivas.
De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), atualmente, tramitam mais de 1 milhão de processos relativos à violência doméstica na Justiça brasileira. Justamente para tentar acelerar a conclusão desses casos, a campanha ocorre três vezes por ano: em março, em homenagem ao Dia da Mulher; em agosto, para marcar a promulgação da Lei Maria da Penha, e em novembro, durante a semana internacional de combate à violência de gênero, estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Um levantamento sobre as iniciativas das varas e juizados especializados nesses crimes para esta semana mostra metas como a de Goiás, onde mais de mil audiências de processos referentes à Lei Maria da Penha estão previstas. Apenas em Goiânia, estão agendados 200 julgamentos. No Rio de Janeiro, o objetivo é realizar 1.391 audiências e, na Paraíba, mais de 400 audiências, até 24 de agosto.
No Piauí, estão previstas 300 audiências preliminares, de instrução e julgamentos no Fórum Central de Teresina. Em Porto Velho, dois Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher farão, em média, 50 audiências por dia durante a semana, totalizando 268 audiências. Apenas em junho deste ano, tramitaram 6.772 processos nos dois Juizados. Em Mato Grosso do Sul, estão programadas 150 audiências concentradas no tema.
Os tribunais também organizam, ao longo da campanha, debates e exposições com delegados especializados, promotores e outros profissionais que atuam nas investigações desse tipo de violência.
Edição: Talita Cavalcante

Por Agência Brasil

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

FIERN: FÓRUM CAMINHOS DO RN RECEBERÁ CANDIDATOS AO GOVERNO



O Sistema FIERN vai realizar de 20 a 22 (segunda, terça e quarta-feira próximas), na Casa da Indústria, o Fórum Caminhos do RN, evento no qual os candidatos ao governo do Estado poderão apresentar suas ideias e planos de governo. O evento segue a mesma metodologia do Fórum Caminhos do Brasil, que recebeu os candidatos à presidência da República.
No dia 20 participarão os candidatos Fátima Bezerra (PT) e Breno Queiroga (Solidariedade). No dia 21 será a vez de Robinson Faria (PSD), Dário Barbosa (PSTU), e Carlos Alberto (PSOL). E por último (22) o Fórum recebe os candidatos Freitas Júnior (Rede Sustentabilidade) e Carlos Eduardo (PDT).
Os candidatos ao governo poderão, assim como os presidenciáveis, apresentar suas ideias e propostas para os industriais convidados e para todos os participantes inscritos no Fórum que já está com as inscrições abertas pelo telefone (84) 3204-6273.
Confira os horários das apresentações por candidato:
DIA 20/08/2018
Fátima Bezerra – 10 horas
Breno Queiroga – 15 horas

21/08/2018
Dário Barbosa – 8 horas
Carlos Alberto – 10 horas
Robinson Faria – 15 horas

22/08/2018
Freitas Júnior – 10 horas
Carlos Eduardo – 15 horas

SANTA CRUZ REALIZA I FÓRUM COMUNITÁRIO DO SELO UNICEF 2017/2020

A Prefeitura de Santa Cruz, através do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e da comissão pró-Selo Unicef, realizou nesta quinta-feira (16), no auditório do Instituto Cônego Monte, o I Fórum Comunitário do Selo Unicef 2017-2020. O evento iniciou às 8 horas.

Aberto ao público e considerado uma etapa importante para a certificação do município, o fórum teve como finalidade debater ações prioritárias voltadas para a infância e juventude. Foram 11 eixos discutidos com a sociedade, englobando as áreas básicas da gestão, como: educação, assistência social e saúde.


Nesta edição do Selo Unicef  estão previstos dois fóruns, o primeiro serve para planejar as ações,  o segundo, já na reta final do processo, servirá para apresentar os resultados obtidos.